Ações de incentivo à pecuária de leite - Digital Balde Branco

O gover­no pau­lis­ta lan­ça­rá no segun­do semes­tre um pro­gra­ma para incen­ti­var a pecuá­ria de lei­te no Estado

Ampli­ar em 50% a pro­du­ti­vi­da­de nos pró­xi­mos 10 anos é a meta da Secre­ta­ria da Agri­cul­tu­ra e Abas­te­ci­men­to do Esta­do de São Pau­lo. O anún­cio foi fei­to pelo secre­tá­rio Arnal­do Jar­dim a agri­cul­to­res fami­li­a­res duran­te reu­nião na Feta­esp-Fede­ra­ção dos Tra­ba­lha­do­res na Agri­cul­tu­ra Fami­li­ar do Esta­do de São Pau­lo, no dia 22 de junho.

De acor­do com Jar­dim, o pro­gra­ma incre­men­ta­rá a pro­du­ção atu­al, que é de 1.525 litros/vaca/ano para 2.000 litros. “Atu­al­men­te, o Esta­do de São Pau­lo pro­duz ape­nas 30% do que con­so­me, ten­do que impor­tar lei­te. A ideia é melho­rar esse cená­rio, para que pos­sa­mos ali­men­tar nos­sa popu­la­ção e toda a indús­tria de ali­men­tos pro­ces­sa­dos, como iogur­tes, quei­jos e pro­du­tos lác­te­os, uma impor­tan­te fon­te de ren­da à agri­cul­tu­ra fami­li­ar. Que­re­mos deba­ter mei­os de for­ta­le­cer a par­ce­ria entre os pro­gra­mas como o Micro­ba­ci­as II e as ini­ci­a­ti­vas da Fede­ra­ção”, afirmou.

Para o secre­tá­rio, a par­ce­ria com a enti­da­de foi fun­da­men­tal no pro­ces­so de pre­en­chi­men­to do Cadas­tro Ambi­en­tal Rural (CAR). “Que­re­mos ago­ra avan­çar na implan­ta­ção do Pro­gra­ma de Regu­la­ri­za­ção Ambi­en­tal (PRA), pas­so defi­ni­ti­vo para har­mo­ni­zar a pro­du­ção com o meio ambi­en­te”, explicou.

A ado­ção de boas prá­ti­cas liga­das à ali­men­ta­ção e ao mane­jo dos ani­mais são algu­mas das ações que podem melho­rar a qua­li­da­de do lei­te e a pro­du­ti­vi­da­de, con­for­me res­sal­tou o titu­lar da Cati-Coor­de­na­do­ria de Assis­tên­cia Téc­ni­ca Inte­gral, João Bru­nel­li Juni­or. “A peque­na pro­pri­e­da­de sobre­vi­ve se for efi­ci­en­te, uti­li­zan­do tec­no­lo­gia e ges­tão ade­qua­das”, destacou.

Para Bru­nel­li, o peque­no pro­du­tor pre­ci­sa ado­tar estra­té­gi­as téc­ni­cas, pri­o­ri­zan­do a ges­tão da pro­pri­e­da­de, nutri­ção do reba­nho, boas prá­ti­cas sani­tá­ri­as, con­for­to e bem-estar ani­mal, melho­ra­men­to gené­ti­co, des­ti­na­ção ade­qua­da de resí­du­os, agre­ga­ção de valor, qua­li­da­de do lei­te e pro­du­ção de ali­men­to seguro.

Com 29 linhas de finan­ci­a­men­to dis­po­ní­veis ao pro­du­tor por meio do Fun­do de Expan­são do Agro­ne­gó­cio Pau­lis­ta (Feap), a Secre­ta­ria des­ti­na duas delas à pecuá­ria de lei­te. “Uma delas se refe­re à qua­li­da­de do lei­te, que pos­si­bi­li­ta a aqui­si­ção de equi­pa­men­tos para melho­ria da orde­nha e a outra englo­ba qual­quer ação da ati­vi­da­de, inclu­si­ve a aqui­si­ção de ani­mais”, expli­cou o secre­tá­rio-exe­cu­ti­vo, Fer­nan­do Aluí­zio Pon­tes Penteado.

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