balde branco

O manejo hídrico na pecuária de leite, valorizando o aproveitamento da água, ganha cada vez mais destaque como recurso ambiental e econômico aqui e no Exterior

Por Nelson Rentero

Para marcar o Dia Mundial da Água, comemorado no último 22 de março, alguns eventos aconteceram pelo mundo envolvendo o setor agropecuário. Um dos destaques por aqui foi o IV Simpósio em Produção Animal e Recursos Hídricos, realizado em São Carlos-SP e promovido pela Embrapa Pecuária Sudeste, com a participação de especialistas de nosso país e também da Nova Zelândia, Portugal e Argentina, que contaram um pouco de suas experiências sobre manejo hídrico no campo.

Ao abrir o evento, o zootecnista e organizador do encontro, Júlio Cesar Palhares, destacou a importância do elemento água e também do conhecimento que se deve ter sobre sua adequada utilização do dia a dia de uma fazenda. “Trata-se de um componente fundamental na produção animal. Deve ser considerado como parte do manejo nutricional. A água está presente no consumo do rebanho, na lavagem das instalações e dos equipamentos, na irrigação e na alimentação oferecida ao gado”, descreveu.

Segundo ele, tanto técnicos como produtores devem ter conhecimentos de como monitorar esse recurso e como interpretar uma análise de água. “Ela é fonte de elementos, que, em excesso, podem impactar negativamente o desempenho da atividade”, citou, observando que quando se fala em água tratada, pouco se avançou nos últimos 25 anos, desconsiderando a importância de tal aspecto na produção de alimentos. Como exemplo, cita que para se produzir um litro de leite estão envolvidos, de forma abrangente, cerca 800/900 litros de água.

Certo é que a atividade agropecuária tem no uso da água um dos principais insumos para a produção de alimentos. Para Rodrigo Justus, presidente da Comissão Nacional de Meio Ambiente da CNA-Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil, que apoiou o evento de São Carlos-SP, até há pouco tempo não havia reflexão mais aprofundada sobre a água como um bem finito. “Os novos estudos revelaram que o uso racional dos recursos hídricos assumiu importância estratégica para garantia de fornecimento voltada para a qualidade de vida de toda humanidade”, admitiu.

Nesse contexto, diz que a CNA vem atuando para que os produtores façam o uso correto da água, sem que ocorram desperdícios, com eficiência e produtividade compatíveis com nosso compromisso nas garantias da segurança alimentar do Brasil e do mundo. Um estudo, iniciado em 2015, deve mostrar especificações sobre a chamada pegada hídrica, termo que designa a quantidade de água, direta e indiretamente, usada na produção, integrando o ciclo hidrológico nas principais atividades agropecuárias. “Assim, o pecuarista pode saber quanto utiliza de água e qual a quantidade ideal para, por exemplo, produzir leite em sua propriedade”, cita.

Leia a íntegra desta reportagem na edição de Balde Branco 619, de maio 2016

Abrir bate-papo
1
Escanear o código
Olá 👋
Podemos ajudá-lo?