Bezzerras: Sanidade - Doenças respiratórias - Digital Balde Branco
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PERGUNTAS E RESPOSTAS

BEZERRAS

Sanidade – Doenças respiratórias

Sob patrocínio do programa Alta Cria, a Balde Branco publica nesta seção – Perguntas e Respostas – uma série de matérias com informações sobre as boas práticas na criação de bezerras, sob a coordenação de Rafael Azevedo, gerente de produto da Alta Genetics e coordenador e conselheiro do programa Alta Cria

Quais os prin­ci­pais agen­tes cau­sa­do­res das doen­ças res­pi­ra­tó­ri­as?
Os prin­ci­pais são Man­nhei­mia hae­moly­ti­ca, Pas­teu­rel­la mul­to­ci­da, His­tophi­lus som­ni, Myco­plas­ma bovis, vírus sin­ci­ci­al res­pi­ra­tó­rio bovi­no (BRSV), vírus da parain­flu­en­za tipo 3 (PI‑3) e her­pes­ví­rus bovi­no tipo 1 (BoHV‑1).

 

Quais os prin­ci­pais sin­to­mas das doen­ças res­pi­ra­tó­ri­as e como iden­ti­fi­cá-las de for­ma pre­co­ce?
Res­pi­ra­ção rápi­da e super­fi­ci­al, febre, tos­se, secre­ção nasal e sons de cre­pi­ta­ção à aus­cul­ta­ção, reve­lan­do pre­sen­ça de exsu­da­to nas vias aére­as. Para iden­ti­fi­car de for­ma pre­co­ce, a obser­va­ção indi­vi­du­al do padrão res­pi­ra­tó­rio e da ati­vi­da­de da bezer­ra duran­te o for­ne­ci­men­to da die­ta (líqui­da ou sóli­da) é impor­tan­te. A bezer­ra demo­ra mais tem­po para beber o lei­te e inter­rom­pe a inges­tão para res­pi­rar, mais ofe­gan­te e, usu­al­men­te, apre­sen­ta febre.

 

Como dife­ren­ci­ar, das doen­ças res­pi­ra­tó­ri­as, outras doen­ças que podem gerar alte­ra­ções na frequên­cia res­pi­ra­tó­ria das bezer­ras?
O prin­ci­pal diag­nós­ti­co dife­ren­ci­al de doen­ça res­pi­ra­tó­ria em bezer­ras é a tris­te­za para­si­tá­ria bovi­na (TPB), pois, em ambos os qua­dros, há febre. Além dis­so, se a bezer­ra já tem ane­mia devi­do à TPB, ela tam­bém se apre­sen­ta­rá ofe­gan­te e mais apá­ti­ca. Como as muco­sas em bovi­nos não são bons indi­ca­ti­vos para obser­va­ção de ane­mia, pois a colo­ra­ção nor­mal já é rósea cla­ra, quan­do se obser­vam muco­sas páli­das, a ane­mia já é gra­ve. Então, a men­su­ra­ção do hema­tó­cri­to e/ou iden­ti­fi­ca­ção de agen­tes da TPB em esfre­ga­ço san­guí­neo é importante.

 

Qual a efi­ci­ên­cia das vaci­nas exis­ten­tes no Bra­sil para pre­ve­nir doen­ças res­pi­ra­tó­ri­as e qual o perío­do ide­al para vaci­nar as bezer­ras?
A efi­ci­ên­cia des­sas vaci­nas, quan­do bem uti­li­za­das, é boa. Tra­ba­lhos recen­tes mos­tram redu­ção de apa­re­ci­men­to de lesões pul­mo­na­res quan­do ava­li­a­das por meio de ultras­so­no­gra­fia e demons­tram melhor desem­pe­nho dos ani­mais. Porém, essas vaci­nas devem ser ape­nas fer­ra­men­tas para auxi­li­ar na pre­ven­ção, já que fato­res de ambi­en­te e mane­jo são mui­to impor­tan­tes. O melhor perío­do de uti­li­za­ção deve ser defi­ni­do na pró­pria fazen­da. A mai­or frequên­cia de DRB é na fase de 40 dias de ida­de e no perío­do após desa­lei­ta­men­to. Vaci­nar os ani­mais com vaci­nas intra­na­sais, pelo menos 15 dias antes do perío­do con­si­de­ra­do como crí­ti­co, é fun­da­men­tal para ter suces­so, por­tan­to uma medi­da inte­res­san­te para a uti­li­za­ção pode ser ao nas­ci­men­to e aos 40 dias após a pri­mei­ra vacinação.

 

Quais estra­té­gi­as estão dis­po­ní­veis para pre­ven­ção de pro­ble­mas res­pi­ra­tó­ri­os em perío­dos de alta ampli­tu­de tér­mi­ca entre dia e noi­te?
Pro­por­ci­o­nar ambi­en­te que ame­ni­ze essa vari­a­ção, como a pre­sen­ça de cer­cas vivas ou cor­ti­nas em gal­pões para mini­mi­zar o ven­to no bezer­rei­ro, cober­tu­ra vege­tal ou cama que per­mi­ta que a bezer­ra tenha os mem­bros cober­tos, quan­do dei­ta­da, e sombra.

 

Quais os pon­tos em rela­ção à ambi­ên­cia que pode­mos melho­rar para dimi­nuir o ris­co de doen­ças res­pi­ra­tó­ri­as no bezer­rei­ro?
A ven­ti­la­ção é o prin­ci­pal fator deter­mi­nan­te para a redu­ção do ris­co de doen­ças res­pi­ra­tó­ri­as, pois per­mi­te a redu­ção de umi­da­de do ambi­en­te e remo­ção de gases que irri­tam o tra­to res­pi­ra­tó­rio. Alta den­si­da­de ani­mal aumen­ta a umi­da­de e reduz a qua­li­da­de do ar, o que exi­ge ain­da melhor ven­ti­la­ção. No entan­to, ven­to dire­to sobre os ani­mais não é desejável.

 

Qual índi­ce é con­si­de­ra­do acei­tá­vel para doen­ças res­pi­ra­tó­ri­as em bezer­ras no perío­do de alei­ta­men­to?
De acor­do com o padrão-ouro da cri­a­ção de bezer­ras, menos que 10% dos ani­mais devem apre­sen­tar pneu­mo­nia nes­sa fase.

 

 

Acompanhe mais algumas das principais dúvidas dos produtores sobre o problema das doenças respiratórias, com prevenção e tratamento, visando garantir a saúde e o bom desenvolvimento das bezerras
Perguntas respondidas por: • José Azael Zambrano – Rehagro • José Eduardo Portela Santos — UF • Rodrigo Melo Meneses – EV/UFMG
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