Capacitação constante melhora eficiência - Digital Balde Branco

A inten­si­fi­ca­ção da efi­ci­ên­cia nos pro­ces­sos de pro­du­ção é uma bus­ca cons­tan­te da Fazen­da Pal­mi­to. Com isso, tem ele­va­do a pro­du­ti­vi­da­de e pro­je­ta­do a qua­li­da­de do lei­te como referência


Deni­se Bueno

Para atin­gir a média de 40 kg de leite/vaca/dia, os inves­ti­men­tos na capa­ci­ta­ção de quem tra­ba­lha na Fazen­da Pal­mi­to, loca­li­za­da em Boa Espe­ran­ça-MG, são cons­tan­tes. A pro­pri­e­tá­ria, Maria Anto­ni­e­ta Guaz­zel­li, que admi­nis­tra a pro­pri­e­da­de, e a geren­te Olga Oli­vei­ra dão o exem­plo. No final do ano pas­sa­do con­cluí­ram mais um cur­so de capa­ci­ta­ção na Clí­ni­ca do Leite/Esalq, em Pira­ci­ca­ba-SP, enquan­to outros três mem­bros da equi­pe, for­ma­da por 24 pes­so­as, estão esca­la­dos para a mes­ma for­ma­ção nes­te ano que se inicia.

Esta é ape­nas uma das ações inte­gra­das obser­va­das no pro­je­to de ges­tão da pro­pri­e­da­de. Com­bi­nar ins­tru­ção, trei­na­men­to e efi­ci­ên­cia dita a ordem das pri­o­ri­da­des para se obter índi­ces cada vez melho­res, a par­tir da oti­mi­za­ção dos pro­ces­sos de roti­na. “Nós cres­ce­mos mui­to nos últi­mos anos, o que exi­giu mais efi­ci­ên­cia para admi­nis­trar mais ani­mais, mais lei­te, mais ali­men­tos. Pas­sa­mos a ser exi­gi­dos a ter mais con­tro­le dos núme­ros para nos ajus­tar­mos a novos pata­ma­res”, rela­ta ela.

E foi com essa deter­mi­na­ção que Anto­ni­e­ta e o irmão Otá­vio Guaz­zel­li assu­mi­ram a fazen­da em 2002, após o fale­ci­men­to do pai, ‘seu’ Rey­nal­do, fun­da­dor do tra­di­ci­o­nal Lati­cí­ni­os Rex, empre­sa sedi­a­da em Poços de Cal­das-MG e man­ti­da pela famí­lia por meio sécu­lo. Entre os anos de 2002 e 2013, enquan­to se pre­pa­ra­va para enten­der melhor o con­tex­to da ati­vi­da­de lei­tei­ra e do agro­ne­gó­cio, Anto­ni­e­ta atu­a­va no setor de tec­no­lo­gia da infor­ma­ção, área em que tra­ba­lhou por qua­se 30 anos.

Hoje, os resul­ta­dos da Fazen­da Pal­mi­to e o tra­ba­lho da pro­du­to­ra come­çam a mos­trar resul­ta­dos. Em 2016 foi con­de­co­ra­da com a Meda­lha do Méri­to Rural, home­na­gem con­ce­di­da pela Faemg-Fede­ra­ção da Agri­cul­tu­ra e Pecuá­ria de Minas Gerais às pes­so­as que têm con­tri­buí­do com seu tra­ba­lho para melho­ria do meio rural no Esta­do. Ela tam­bém foi indi­ca­da a ser mem­bro do Núcleo Femi­ni­no do Agro­ne­gó­cio e, como pro­du­to­ra de lei­te, atu­al­men­te ocu­pa a 23ª posi­ção no ran­king Top 100 de mai­o­res fazen­das do por­tal Milkpoint.

Tais reco­nhe­ci­men­tos são resul­ta­dos do cres­ci­men­to da Fazen­da Pal­mi­to nos últi­mos anos. Há três anos, des­de que optou por se dedi­car exclu­si­va­men­te à admi­nis­tra­ção do pro­je­to, Anto­ni­e­ta acom­pa­nha de per­to cada pas­so dado por sua equi­pe, reser­van­do uma sema­na por mês para viver a ati­vi­da­de no seu dia a dia, já que sua ges­tão é rea­li­za­da a dis­tân­cia, da capi­tal pau­lis­ta, onde resi­de e admi­nis­tra as fun­ções rela­ci­o­na­das ao finan­cei­ro, com­pras e admi­nis­tra­ti­vo via inter­net e telefone.

Leia a ínte­gra des­ta maté­ria na edi­ção Bal­de Bran­co 629, de mar­ço 2017

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