CARTAS

É aconselhável usar touros mestiços em rebanhos de leite?

Beto Gabri­el

Depen­de do obje­ti­vo do pro­du­tor e do sis­te­ma de pro­du­ção ado­ta­do na pro­pri­e­da­de. Exis­tem dife­ren­tes tipos de cru­za­men­to que uti­li­zam raças puras ou mes­ti­ças, com van­ta­gens e des­van­ta­gens. Segun­do téc­ni­cos da Embra­pa Gado de Lei­te, o cru­za­men­to de ani­mais de raças puras, espe­ci­al­men­te sen­do uma euro­peia e outra zebuí­na, gera pro­du­tos mes­ti­ços com um ganho pro­du­ti­vo em rela­ção às linha­gens puras uti­li­za­das. Esse ganho é cha­ma­do de hete­ro­se. No aca­sa­la­men­to de ani­mais mes­ti­ços, essa hete­ro­se per­de o seu efei­to e espe­ra-se que as cri­as resul­tan­tes apre­sen­tem médi­as de pro­du­ção abai­xo das paren­tais. Além dis­so, esse tipo de aca­sa­la­men­to pode aumen­tar a frequên­cia de ani­mais de apa­rên­cia (fenó­ti­po) mui­to dife­ren­te entre si devi­do à segre­ga­ção gêni­ca, com pela­gem vari­a­da, ore­lhas gran­des ou peque­nas, tama­nho vari­a­do, pro­du­ção vari­a­da, etc. De modo geral, os ani­mais são menos padro­ni­za­dos. O míni­mo que um pro­du­tor deve fazer para ter suces­so no aca­sa­la­men­to de vacas de reba­nho mes­ti­ço com tou­ros mes­ti­ços é pro­cu­rar usar tou­ros pro­va­dos para pro­du­ção de lei­te, a fim de mini­mi­zar o efei­to da segre­ga­ção gené­ti­ca e a vari­a­ção fenotípica.

Além dos carrapaticidas, existe algum outro método eficiente para combater o carrapato em bovinos?

Julio Cha­gas

Há pro­du­tos deri­va­dos de plan­tas que podem ser uti­li­za­dos no con­tro­le dos car­ra­pa­tos bovi­nos. O des­can­so da pas­ta­gem duran­te o perío­do quen­te e chu­vo­so do verão, nas regiões Sul, Sudes­te e Cen­tro-Oes­te, tam­bém aju­da a redu­zir a quan­ti­da­de de car­ra­pa­tos na pas­ta­gem. Segun­do ori­en­ta­ções da Embra­pa Gado de Lei­te, as raças zebuí­nas são mais resis­ten­tes ao car­ra­pa­to. O cru­za­men­to de ani­mais de raças euro­pei­as com zebuí­nas tam­bém resul­ta em cri­as mais resis­ten­tes. Nor­mal­men­te, exis­tem ani­mais no reba­nho que o pro­du­tor cos­tu­ma cha­mar de “bovi­nos de san­gue doce”, por­que não se coçam e acu­mu­lam uma quan­ti­da­de mai­or de car­ra­pa­tos do que a mai­o­ria dos ani­mais que se coçam. A iden­ti­fi­ca­ção e o des­car­te des­ses ani­mais ou um tra­ta­men­to mais inten­si­vo aju­da mui­to a dimi­nuir a popu­la­ção de car­ra­pa­tos na pas­ta­gem e no rebanho.

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