CNA destaca cooperação com Nova Zelândia - Digital Balde Branco

Duran­te reu­nião com embai­xa­do­ra neo­ze­lan­de­sa no país, a enti­da­de bra­si­lei­ra ava­li­ou cená­ri­os para for­ta­le­cer inter­câm­bio na agropecuária 

O for­ta­le­ci­men­to do inter­câm­bio entre o Bra­sil e a Nova Zelân­dia na área de equi­pa­men­tos e tec­no­lo­gia para a pro­du­ção de lei­te foi o prin­ci­pal tema da con­ver­sa entre o pre­si­den­te da CNA-Con­fe­de­ra­ção da Agri­cul­tu­ra e Pecuá­ria do Bra­sil, João Mar­tins, e a embai­xa­do­ra da Nova Zelân­dia no Bra­sil, Caro­li­ne Bil­key, duran­te encon­tro, no últi­mo dia 4 de outu­bro, na sede da CNA, em Brasília.

Mar­tins lem­brou que os dois paí­ses “pos­su­em seme­lhan­ças em seus sis­te­mas de pro­du­ção lei­tei­ra, com pos­si­bi­li­da­de de desen­vol­ver par­ce­ri­as que per­mi­tam ganhos de pro­du­ti­vi­da­de no setor”. A pecuá­ria de lei­te tem atraí­do inves­ti­men­tos neo­ze­lan­de­ses. Den­tre eles, des­ta­ca-se a Fazen­da Lei­te Ver­de, na cida­de de Jabo­ran­di, no sudo­es­te da Bahia. Em Goiás, tam­bém há inves­ti­men­tos daque­le país na pro­du­ção de lác­te­os. São os casos da fazen­da Kiwi Pecuá­ria, no muni­cí­pio de Sil­vâ­nia, e a fazen­da Capo­ei­ra, na cida­de de Game­lei­ra de Goiás.

A pro­du­ção de lei­te bra­si­lei­ra tem tido um cres­ci­men­to con­si­de­rá­vel nos últi­mos anos. De 2010 até 2015, cres­ceu em tor­no de cin­co bilhões de litros. Em 2010, a pro­du­ção de lei­te era de 30,7 bilhões de litros, alcan­çan­do ao final do ano pas­sa­do 35,4 bilhões de litros, segun­do núme­ros da Supe­rin­ten­dên­cia Téc­ni­ca da CNA. O con­su­mo per capi­ta tam­bém tem aumen­ta­do. No ano 2000, cada bra­si­lei­ro con­su­miu, em média, 122 qui­los do pro­du­to. Em 2015, esse núme­ro pas­sou para 170 qui­los por pessoa.

As rela­ções comer­ci­ais entre os dois paí­ses, con­tu­do, não se resu­mem à pecuá­ria lei­tei­ra. Em 2015, o Bra­sil teve sal­do posi­ti­vo de US$ 13,2 milhões, em bens agro­pe­cuá­ri­os. Os prin­ci­pais pro­du­tos expor­ta­dos para a Nova Zelân­dia foram açú­car (US$ 9,5 milhões), café ver­de (US$ 7,4 milhões) e subs­tân­ci­as ani­mais para pre­pa­ra­ções far­ma­cêu­ti­cas (US$ 5,9 milhões). Já os impor­ta­dos inclu­em kiwis fres­cos (US$ 5,1 milhões), pro­du­tos lác­te­os (US$ 4,2 milhões) caseí­na e casei­na­tos (US$ 3,8 milhões).

Agen­da comum
As seme­lhan­ças entre os sis­te­mas agro­pe­cuá­ri­os do Bra­sil e da Nova Zelân­dia cri­a­ram uma agen­da de coo­pe­ra­ção entre os dois paí­ses. Um exem­plo prá­ti­co des­sa par­ce­ria foi o semi­ná­rio “O aumen­to da pro­du­ti­vi­da­de da agro­pe­cuá­ria: a expe­ri­ên­cia da Nova Zelân­dia na qua­li­da­de do lei­te”, rea­li­za­do em julho des­te ano, na sede da CNA, em Brasília.

Outra ação sig­ni­fi­ca­ti­va foi a par­ti­ci­pa­ção do gover­no neo­ze­lan­dês na repro­du­ção de 70 mil car­ti­lhas do Senar, com indi­ca­ções sobre cui­da­dos para a saú­de pre­ven­ti­va do homem do cam­po. A car­ti­lha des­ta­ca qua­tro tópi­cos dife­ren­tes: incon­ti­nên­cia uri­ná­ria; cui­da­dos com o cora­ção; cons­ci­en­ti­za­ção sobre o cân­cer de prós­ta­ta; e cân­cer de pele.

O Pro­gra­ma CNA Jovem, do Sis­te­ma CNA/SENAR, em sua segun­da edi­ção, vai pre­mi­ar os ven­ce­do­res com uma visi­ta téc­ni­ca à Nova Zelân­dia, para conhe­ce­rem aspec­tos da agro­pe­cuá­ria pra­ti­ca­da no país. A mis­são terá a dura­ção apro­xi­ma­da de 12 dias e acon­te­ce­rá no pri­mei­ro semes­tre de 2017. Em junho de 2015, dois inte­gran­tes da pri­mei­ra edi­ção do CNA Jovem tam­bém visi­ta­ram empre­sas de lati­cí­ni­os e pro­pri­e­da­des rurais neozelandeses.

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