Muitas vezes, sem percebermos, as mudanças nos envolvem e transformam nosso cotidiano. A transformação digital muda nossa forma de trabalhar e de comunicar. Primeiro, porque usamos cada vez mais os celulares, para muitas coisas além de conversas telefônicas; mas também porque estamos mudando nossa linguagem.
“Com ctz vamos! Vlw o convite o Show e blz dms <>!!!” Ou, “Com certeza vamos! Valeu o convite, o show é beleza demais, abraços!!!”. A “tradução” da frase consumiu 19 caracteres a mais e ainda contém uma vírgula e um acento agudo. Este é um pequeno exemplo de uma nova escrita, mais sintética, para quem conhece os novos vocábulos, em geral, jovens. Isso acaba com a língua portuguesa? Não creio. Vejam a analogia com Vossa Mercê, depois, vosmicê, hoje você e, amanhã, vc… Estudos na ciência da linguística mostram que esta “nova” linguagem é eficaz na comunicação de ideias complexas. Lidamos ainda com os símbolos, chamados “emojis”, que também comunicam ideias complexas. A linguagem é a expressão de um povo, comunicação que acompanha inovações.
Considero, portanto, importante acompanhar com atenção a mudança de hábitos e, se possível, incorporar a “nova” linguagem escrita e falada para que a diferença de idade não vire um conflito entre gerações que resulte no atraso da transformação digital no campo.
Hoje, a cadeia do leite, por meio da iniciativa Ideas for Milk, da Embrapa, é o setor produtivo que mais promove a inovação digital no Brasil. Apoiamos os produtores, ajudando-os a prosperar com qualidade de vida e os setores da cadeia produtiva do leite, a estarem prontos para as mudanças que virão. Promovemos o ecossistema de inovação do leite em torno da transformação digital, e sua nova linguagem, para aumentar a produtividade com sustentabilidade, agregando pessoas para colaborar, inovar e promover mudanças em prol do Leite 4.0.
Feliz 2020, que este seja um ano para ser lembrado pela transformação digital, por progresso e paz!