Curtas - Ed.665 - Digital Balde Branco

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Ideagri distribui software Techmilk para a gestão de pequenas fazendas de leite

A Ide­a­gri, empre­sa minei­ra de desen­vol­vi­men­to de sis­te­mas, anun­ci­ou o pro­gra­ma “Pro­te­ger o lei­te é pro­te­ger a vida”, por meio do qual dis­tri­bui­rá, sem cus­tos, mil licen­ças do soft­ware de ges­tão agro­pe­cuá­ria bási­co Tech­milk, desen­vol­vi­do para o uso de peque­nos pro­du­to­res de lei­te com fazen­das de até 200 ani­mais no reba­nho. A gra­tui­da­de de uso do sis­te­ma vai até o dia 31 de dezem­bro de 2020. Para ter aces­so ao soft­ware, os pro­du­to­res inte­res­sa­dos devem fazer um pré-cadas­tro no site www.techmilk.com.br. “Os peque­nos pro­du­to­res já encon­tram cer­ta difi­cul­da­de no dia a dia de seus negó­ci­os e expe­ri­men­ta­rão um aumen­to da incer­te­za nos pró­xi­mos meses em fun­ção dos impac­tos do novo coro­na­ví­rus”, expli­ca Heloi­se Duar­te (foto), CEO da Ide­a­gri. “Ao dis­po­ni­bi­li­zar um sis­te­ma de ges­tão a essas fazen­das, aju­da­re­mos a pro­te­ger par­te impor­tan­te da cadeia ali­men­tar do Bra­sil, o que é um fator de segu­ran­ça e de bem-estar da popu­la­ção, por­que pro­te­ger o lei­te é pro­te­ger a vida”, expli­ca ela.

Nova metodologia para detectar perdas proteicas do leite cru refrigerado 

Pro­je­to coor­de­na­do pela pes­qui­sa­do­ra da Empre­sa de Pes­qui­sa Agro­pe­cuá­ria de Minas Gerais (Epa­mig) Cláu­dia Lúcia de Oli­vei­ra Pin­to usa a téc­ni­ca da ele­tro­fo­re­se em gel de poli­a­cri­la­mi­da (usa­da na sepa­ra­ção de molé­cu­las) para a detec­ção de per­das das pro­teí­nas do lei­te pela ação de bac­té­ri­as psi­cro­tró­fi­cas dete­ri­o­ran­tes. O obje­ti­vo foi demons­trar o alto poten­ci­al des­ses micro-orga­nis­mos na dete­ri­o­ra­ção das pro­teí­nas do lei­te e a impor­tân­cia da pre­ven­ção de con­ta­mi­na­ções micro­bi­a­nas para garan­tir a qua­li­da­de do lei­te cru refri­ge­ra­do antes do pro­ces­sa­men­to. Isso res­sal­ta a impor­tân­cia da ado­ção de boas prá­ti­cas duran­te todo o pro­ces­so pro­du­ti­vo. Bac­té­ri­as psi­cro­tró­fi­cas são as prin­ci­pais cau­sa­do­ras do com­pro­me­ti­men­to do lei­te cru refri­ge­ra­do. Elas são capa­zes de se desen­vol­ve­rem e de se mul­ti­pli­ca­rem em tem­pe­ra­tu­ras infe­ri­o­res a 7ºC, até mes­mo a 2ºC.

Leite e derivados orgânicos com representatividade nacional

Foi cri­a­da, no dia 22 de junho, a Comis­são Naci­o­nal do Lei­te e Deri­va­dos Orgâ­ni­cos da Asso­ci­a­ção Bra­si­lei­ra dos Pro­du­to­res de Lei­te (Abra­lei­te). O obje­ti­vo da comis­são é a união e a repre­sen­ta­ção dos pro­du­to­res de lác­te­os orgâ­ni­cos den­tro da enti­da­de para o aten­di­men­to às deman­das des­se filão no setor, tra­ba­lhan­do melhor a regu­la­men­ta­ção e a cons­tru­ção de polí­ti­cas públi­cas vol­ta­das a esse nicho de mer­ca­do, da mes­ma for­ma como se tra­ba­lha nas outras Comis­sões Naci­o­nais da Abra­lei­te, como a de Lei­te A2 e a de Quei­jos e Deri­va­dos Lác­te­os Arte­sa­nais, todas com vis­tas à agre­ga­ção de valor ao pro­du­to lei­te e seus deri­va­dos.
O pre­si­den­te da asso­ci­a­ção, Geral­do Bor­ges, coor­de­nou a reu­nião onli­ne com vári­os pro­du­to­res e envol­vi­dos na cadeia de orgâ­ni­cos, em que, por una­ni­mi­da­de, foram elei­tos os seguin­tes mem­bros: coor­de­na­dor, Clau­di­nei Sal­da­nha Juni­or, admi­nis­tra­dor de empre­sas e pro­du­tor de lei­te orgâ­ni­co em São Car­los (SP); coor­de­na­dor subs­ti­tu­to, Ricar­do Schi­a­vi­na­to, enge­nhei­ro agrô­no­mo, pro­du­tor de lei­te orgâ­ni­co em Ser­ra Negra (SP); secre­tá­rio, Aldo Dalas­ta, advo­ga­do, con­ta­dor e pro­du­tor de lei­te orgâ­ni­co em Bro­tas (SP); secre­tá­rio subs­ti­tu­to, Mário Mal­ta Cam­pos Dot­ta, eco­no­mis­ta e pro­du­tor de lei­te orgâ­ni­co em São Car­los (SP).

Registro genealógico garante avanços na produção leiteira 

A Asso­ci­a­ção dos Cri­a­do­res de Gado Holan­dês do Rio Gran­de do Sul (Gado­lan­do) des­ta­ca aos cri­a­do­res a impor­tân­cia do regis­tro de seus ani­mais. Além de arqui­var a gene­a­lo­gia do indi­ví­duo por vári­as gera­ções, per­mi­tin­do aca­sa­la­men­tos cor­re­ti­vos, tam­bém pos­si­bi­li­ta o acom­pa­nha­men­to do con­tro­le lei­tei­ro e a clas­si­fi­ca­ção mor­fo­ló­gi­ca. Con­for­me a enti­da­de, esses são ele­men­tos fun­da­men­tais para sele­ci­o­nar o reba­nho, repro­du­zin­do e melho­ran­do os ani­mais bons, ao mes­mo tem­po em que são eli­mi­na­dos aos pou­cos os pro­ble­má­ti­cos. “A van­ta­gem dos regis­tros é expres­sa em dife­ren­tes fren­tes: melho­ra­men­to gené­ti­co e ges­tão de reba­nho. O regis­tro não ser­ve somen­te para a par­ti­ci­pa­ção em fei­ras. A sequên­cia do tra­ba­lho do pro­du­tor em rela­ção aos regis­tros, ao con­tro­le lei­tei­ro e na clas­si­fi­ca­ção mor­fo­ló­gi­ca dos seus ani­mais per­mi­te avan­ços na pro­du­ção”, diz Yago Macha­do, téc­ni­co da associação.

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