Curtas - Digital Balde Branco

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Pesquisa mostra o retrato da agropecuária digital brasileira

Pes­qui­sa con­du­zi­da pela Embra­pa, pelo Ser­vi­ço Bra­si­lei­ro de Apoio às Micro e Peque­nas Empre­sas (Sebrae) e pelo Ins­ti­tu­to Naci­o­nal de Pes­qui­sas Espa­ci­ais (Inpe) mos­tra como os pro­du­to­res rurais usam a inter­net. Mais de 70% dos pro­du­to­res rurais que res­pon­de­ram à pes­qui­sa dis­se­ram que aces­sam a inter­net para inte­res­ses gerais sobre agri­cul­tu­ra. Já as redes soci­ais, como o Face­bo­ok, e os ser­vi­ços de men­sa­gem, como o What­sApp, foram apon­ta­dos por 57,5% deles como mei­os uti­li­za­dos para obter ou divul­gar infor­ma­ções rela­ci­o­na­das à pro­pri­e­da­de, com­prar insu­mos ou ven­der a produção.

Produtores do norte de Minas investem no Girolando 

O nor­te de Minas vem ampli­an­do os reba­nhos lei­tei­ros nos últi­mos anos. A Asso­ci­a­ção Bra­si­lei­ra dos Cri­a­do­res de Giro­lan­do está rea­li­zan­do uma ação de fomen­to na região para que a raça seja a opção dos pro­du­to­res de lei­te locais. Recen­te­men­te, o supe­rin­ten­den­te téc­ni­co da enti­da­de, Lean­dro Pai­va, este­ve por dez dias no nor­te de Minas para ori­en­tar os pro­du­to­res em rela­ção à sele­ção da raça e ado­ção dos ser­vi­ços de Regis­tro Gene­a­ló­gi­co e Con­tro­le Lei­tei­ro Ofi­ci­al. “A região hoje tem cer­ca de 13 asso­ci­a­dos, sen­do que dez se tor­na­ram mem­bros após o iní­cio da ação de fomen­to, em 2018. Estão todos mui­to empol­ga­dos em atu­ar na pecuá­ria lei­tei­ra, pois per­ce­be­ram que a ati­vi­da­de bem exe­cu­ta­da, com ado­ção de gené­ti­ca e outras tec­no­lo­gi­as, tem boa ren­ta­bi­li­da­de”, asse­gu­ra Paiva.

Aumento de demanda faz preço do leite subir 

O setor de lác­te­os no Bra­sil vem obten­do resul­ta­dos posi­ti­vos e, ape­sar da pan­de­mia de covid-19, a deman­da segue em alta. Isso é o que con­cluí­ram os espe­ci­a­lis­tas do Cen­tro de Inte­li­gên­cia do Lei­te (CILei­te), da Embra­pa Gado de Lei­te, em sua reu­nião men­sal de con­jun­tu­ra, rea­li­za­da na pri­mei­ra quin­ze­na de agos­to. A pres­são da deman­da teve como con­sequên­cia o aumen­to de pre­ços de diver­sos pro­du­tos. Segun­do a pes­qui­sa­do­ra da ins­ti­tui­ção, Kennya Bea­triz Siquei­ra, a valo­ri­za­ção se deu de for­ma gene­ra­li­za­da e o volu­me de ven­das de lác­te­os cres­ceu 5,3% no pri­mei­ro semes­tre, con­for­me dados da Niel­sen. O lei­te UHT (de cai­xi­nha), por exem­plo, atin­giu de R$ 3,42 no ata­ca­do em São Pau­lo (a média his­tó­ri­ca do pre­ço é de R$ 2,82). A muça­re­la foi o pro­du­to que mais se valo­ri­zou. No iní­cio da pan­de­mia, hou­ve uma retra­ção do pre­ço devi­do ao fecha­men­to de piz­za­ri­as e res­tau­ran­tes, com o qui­lo da muça­re­la sen­do ven­di­do a R$ 17,00, em média, no ata­ca­do. O valor pode che­gar a R$ 27,00 o qui­lo (a média his­tó­ri­ca é de R$ 19,50).

Gadolando capacita associados via internet 

A Asso­ci­a­ção dos Cri­a­do­res de Gado Holan­dês do Rio Gran­de do Sul (Gado­lan­do) está rea­li­zan­do capa­ci­ta­ção vir­tu­al jun­to aos seus asso­ci­a­dos para a uti­li­za­ção da fer­ra­men­ta Web+Leite. Antes rea­li­za­do pre­sen­ci­al­men­te pelos téc­ni­cos da enti­da­de quan­do das visi­tas aos cri­a­do­res, devi­do à situ­a­ção de emer­gên­cia sani­tá­ria cau­sa­da pela pan­de­mia do coro­na­ví­rus, foi pre­ci­so adap­tar o aten­di­men­to de for­ma a atu­a­li­zar os pro­du­to­res. Segun­do o téc­ni­co da Gado­lan­do, Yago Macha­do, esse méto­do não pre­ju­di­ca em nada a efi­ci­ên­cia do trei­na­men­to, pos­si­bi­li­ta dis­cus­sões entre o téc­ni­co e o pro­du­tor, poden­do ser rea­li­za­do em qual­quer lugar, des­de que haja inter­net. “A capa­ci­ta­ção de nos­sos asso­ci­a­dos é fun­da­men­tal para que pos­sa­mos atu­a­li­zá-los na pla­ta­for­ma de ges­tão de reba­nho dis­po­ni­bi­li­za­da aos nos­sos sóci­os, o Web+Leite”, salienta.

Paraná: área livre de febre aftosa sem vacinação 

O Minis­té­rio de Agri­cul­tu­ra, Pecuá­ria e Abas­te­ci­men­to (Mapa) reco­nhe­ceu o Para­ná como área livre de febre afto­sa sem vaci­na­ção. O ato foi ofi­ci­a­li­za­do por meio da Ins­tru­ção Nor­ma­ti­va (IN) 52, assi­na­da pela minis­tra Tere­za Cris­ti­na e publi­ca­da no dia 11 de agos­to, mas que come­ça a vigo­rar em 1.º de setem­bro. Além do Para­ná, Acre, Rio Gran­de do Sul, Rondô­nia e par­te do ter­ri­tó­rio do Ama­zo­nas e de Mato Gros­so tam­bém foram decla­ra­dos áre­as livres da doen­ça, sem vaci­na­ção. A medi­da é mais um pas­so rumo ao reco­nhe­ci­men­to inter­na­ci­o­nal por par­te da Orga­ni­za­ção Mun­di­al de Saú­de Ani­mal (OIE), o que deve ocor­rer em maio de 2021.

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