Drone e sua utilização na agropecuária - Digital Balde Branco

O uso des­ta nova fer­ra­men­ta ganha espa­ço no cam­po, mos­tran­do-se de gran­de uti­li­da­de em dife­ren­tes ati­vi­da­des da agri­cul­tu­ra e da pecuária

Por Lucas Machado

Os dro­nes, desen­vol­vi­dos ori­gi­nal­men­te com fina­li­da­de mili­tar, vêm ten­do cada vez mai­or uti­li­za­ção na área civil. Um exem­plo é o que vem ocor­ren­do no setor agro­pe­cuá­rio, onde o recur­so tem auxi­li­a­do prin­ci­pal­men­te na toma­da de deci­sões estra­té­gi­cas e no acom­pa­nha­men­to da ati­vi­da­de agrí­co­la e pecuá­ria, prin­ci­pal­men­te do que se refe­re ao geren­ci­a­men­to da produção.

Nes­se sen­ti­do, estu­dos estão sen­do rea­li­za­dos pela Embra­pa Ins­tru­men­ta­ção, uni­da­de loca­li­za­da em São Car­los-SP. Lá, os pes­qui­sa­do­res desen­vol­ve­ram softwa­res que ana­li­sam com pre­ci­são e rapi­dez as ima­gens cap­ta­das pelos dro­nes. Estes softwa­res podem, por exem­plo: ava­li­ar a qua­li­da­de do plan­tio, mape­ar defi­ci­ên­cia de nitro­gê­nio na cul­tu­ra, acom­pa­nhar o desen­vol­vi­men­to da cul­tu­ra, detec­tar e mape­ar doen­ças e pra­gas, esti­mar estres­se hídri­co e a pro­du­ti­vi­da­de final de uma área.

A pro­pó­si­to, o pro­fes­sor Rubens Duar­te Coe­lho, do Depar­ta­men­to de Enge­nha­ria de Bios­sis­te­mas da Esalq-Esco­la Supe­ri­or de Agri­cul­tu­ra Luiz de Quei­roz, fez uma com­pa­ra­ção inte­res­san­te com o saté­li­te Land­sat 8, lan­ça­do em 2013 pelo gover­no nor­te-ame­ri­ca­no. De acor­do com ele, a frequên­cia de aqui­si­ção de ima­gens em uma mes­ma área des­te saté­li­te é de 16 dias quan­do as con­di­ções cli­má­ti­cas estão boas. Cada pixel da ima­gem do Land­sat 8 nas ban­das espec­trais ver­me­lho, azul e ver­de repre­sen­ta uma área de apro­xi­ma­da­men­te 900 m², sen­do que na ima­gem ter­mal (infra­ver­me­lho) cada pixel repre­sen­ta cer­ca de 10 mil m².

Já com a uti­li­za­ção do dro­ne voan­do a uma alti­tu­de de 300 m, limi­te máxi­mo de altu­ra auto­ri­za­do para voo não tri­pu­la­do, com câme­ras espe­ci­ais multiespectral/térmica aco­pla­das, tem-se para uma foto de 6 ha de área nas ban­das espec­trais da radi­a­ção visí­vel, cada pixel repre­sen­tan­do uma área equi­va­len­te à tela de um smartpho­ne (49 cm²). As ima­gens podem ser cap­ta­das a qual­quer hora do dia e inú­me­ras vezes em um mes­mo dia. Dimi­nuin­do-se a alti­tu­de, aumen­ta-se ain­da mais essa reso­lu­ção. Como se vê, são mui­tas as van­ta­gens des­se equipamento.

Leia a ínte­gra des­ta maté­ria na edi­ção Bal­de Bran­co 627, de janei­ro 2017

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