Emater orienta a regularização sanitária de laticínios - Digital Balde Branco

Quin­ze pro­du­to­res de lei­te do muni­cí­pio de São Roque de Minas-MG, se reu­ni­ram no dia 1º de dezem­bro com uma equi­pe téc­ni­ca da Ema­ter-MG) para dis­cu­tir o apro­vei­ta­men­to da infra­es­tru­tu­ra de um anti­go pro­je­to de quei­ja­ria arte­sa­nal. A ideia ago­ra é implan­tar uma uni­da­de cole­ti­va de pro­ces­sa­men­to, ini­ci­al­men­te com a fabri­ca­ção de quei­jo frescal.

“Não se pro­duz quei­jo Minas Arte­sa­nal de for­ma cole­ti­va, uma vez que o lei­te tem de ser somen­te da pro­pri­e­da­de. A legis­la­ção fede­ral proi­biu”, expli­cou o exten­si­o­nis­ta agro­pe­cuá­rio do escri­tó­rio local da Ema­ter-MG de São Roque de Minas, Lívio Múcio de Sou­za Lima. O quei­jo Minas Arte­sa­nal é pro­du­zi­do com lei­te cru.

De acor­do o téc­ni­co, os pro­du­to­res que­rem a ori­en­ta­ção da empre­sa públi­ca minei­ra para mon­tar o lati­cí­nio, no espa­ço de qua­se 200 m² de área cons­truí­da, para pro­du­zir outros pro­du­tos, com lei­te pas­teu­ri­za­do. “Eles já têm os equi­pa­men­tos, fal­tan­do só o pas­teu­ri­za­dor de lei­te. Então é par­tir para um pro­je­to bem fei­to, que inclua todo o pro­ce­di­men­to de pro­du­ção, inclu­si­ve com o regis­tro sani­tá­rio do IMA-Ins­ti­tu­to Minei­ro de Agro­pe­cuá­ria, evi­tan­do pre­juí­zos”, infor­ma Lima.

A lati­ci­nis­ta, Mar­ci­a­na de Sou­za Lima, lem­bra que, o pri­mei­ro pas­so para a habi­li­ta­ção sani­tá­ria de um esta­be­le­ci­men­to de lác­te­os é a defi­ni­ção da área de comer­ci­a­li­za­ção dos pro­du­tos. Segun­do a téc­ni­ca, a regu­la­ri­za­ção sani­tá­ria ates­ta que a uni­da­de está apta para o comér­cio. “Mas o pro­du­tor tem que defi­nir onde ele quer comer­ci­a­li­zar o pro­du­to. Se no muni­cí­pio, ele deve bus­car o ser­vi­ço de ins­pe­ção muni­ci­pal. No Esta­do, deve pro­cu­rar a ins­pe­ção esta­du­al, que em Minas Gerais, é o IMA. Já se ele qui­ser ven­der em todo o Bra­sil, pre­ci­sa pro­cu­rar o Minis­té­rio da Agri­cul­tu­ra”, esclarece.

Do pon­to de vis­ta econô­mi­co, ter o regis­tro do órgão de ins­pe­ção sani­tá­ria tam­bém abre mais o mer­ca­do para o pro­du­tor, de acor­do a lati­ci­nis­ta da Ema­ter-MG. “As pes­so­as terão mais con­fi­an­ça em adqui­rir um pro­du­to lega­li­za­do, que usa prin­cí­pi­os bási­cos de higi­e­ne e segu­ran­ça para a saú­de do con­su­mi­dor”, argumenta.

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