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MERCADO

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Rafael Ribeiro 

zootecnista, msc. Scot Consultoria

ESTOQUES MENORES DE MILHO NO BRASIL EM 2019/2020

Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgou em novembro o segundo levantamento de acompanhamento da safra brasileira de grãos 2019/2020. Para o milho de verão ou primeira safra, a expectativa é de que sejam colhidos 26,27 milhões de toneladas na temporada atual, 2,4% mais que a produção da safra anterior. No caso do milho de segunda safra (milho de inverno), no relatório de novembro a Conab manteve, para a safra 2019/2020, a mesma área semeada no ciclo anterior e estimou uma produtividade média 3,1% menor que na temporada passada. Com isso, são esperados 70,94 milhões de toneladas do cereal na segunda safra, 3,1% menos que os 73,18 milhões de toneladas colhidas na safra passada, recorde até então.

No total (primeira, segunda e terceira safras), o País deverá colher 98,36 milhões de toneladas de milho em 2019/2020, frente ao recorde da temporada anterior (2018/2019), de 100,05 milhões de toneladas.

Com relação à demanda, a expectativa é de que sejam consumidos 68,13 milhões de toneladas de milho no mercado interno em 2020, frente aos 63,91 milhões de toneladas demandadas em 2019.

As exportações brasileiras foram estimadas em 34 milhões de toneladas do cereal para esta temporada, ou seja, abaixo do registrado este ano, mas, ainda assim, se confirmado, será o segundo maior volume embarcado, atrás apenas dos 39 milhões de toneladas estimadas para este ano pela Conab, que poderão ser revisadas para cima, com as recentes altas do dólar.

A menor produção, somada à demanda aquecida, deverá pesar sobre o estoque interno em 2019/2020, que foi estimado em 10,57 milhões de toneladas, o menor desde 2015/2016. Como comparação, em 2018/2019 o país fechou com 13,83 milhões de toneladas em estoques e em 2017/2018 foram 15,60 milhões de toneladas.

PREÇO DO MILHO SUBIU NO MERCADO INTERNO

valorização do câmbio e a boa movimentação para exportação deram sustentação aos preços do cereal no mercado brasileiro. Em novembro, até a terceira semana, a média diária exportada pelo País foi 16% maior do que em igual período de 2018 (Secex). Do lado vendedor, houve menor interesse em negociar no mercado interno, o que puxou para cima as cotações para se efetivarem os negócios. Na região de Campinas-SP, a saca de 60 kg fechou cotada em R$ 45,00, sem o frete (19/11). Houve alta de 6,2% na comparação mensal e o milho está custando 27,4% mais em relação a novembro do ano passado.

   Para o curto prazo, o câmbio (exportações) e o clima seguirão ditando o rumo dos preços do milho no mercado interno. A expectativa é de preços firmes neste fim de ano. Para os primeiros meses de 2020, o cenário de demanda firme e a possibilidade de uma menor produção, especialmente na segunda safra, são fatores de sustentação para as cotações, considerando a menor disponibilidade interna do cereal neste período, que é basicamente composta pelos estoques de passagem e produção na safra de verão.

Alta do dólar deu sustentação às cotações da soja e do farelo de soja no país

A alta do dólar frente ao real deu sustentação aos preços da soja grão e do farelo de soja no mercado brasileiro. Segundo levantamento da Scot Consultoria, a tonelada do farelo ficou cotada, em média, em R$ 1.308,31, sem o frete, em São Paulo, na primeira quinzena de novembro. O reajuste foi de 0,4% na comparação mensal, mas ainda assim o insumo está custando 0,8% menos em relação a igual período do ano passado.

No caso da soja grão, em Paranaguá-PR, a saca de 60 quilos ficou cotada em R$ 90,00 (19/11), alta de 2,2% em relação a outubro deste ano e aumento de 7,1% na comparação com novembro de 2018. Para o curto prazo, o câmbio será o principal fator de direcionamento dos preços no mercado interno. A expectativa é de mercado firme neste fim de ano, mas sem muito espaço para grandes valorizações no curto prazo, a não ser que tenhamos uma alta expressiva do dólar, que estava em patamar próximo de R$ 4,19 no fechamento deste artigo.

Para os primeiros meses de 2020, os preços da soja em grão e do farelo poderão perder força no mercado interno, durante o período de colheita e aumento do esmagamento. Vai depender da demanda, em especial da China.

Para o curto prazo, o câmbio (exportações) e o clima seguirão ditando o rumo dos preços do milho no mercado interno. A expectativa é de preços firmes neste fim de ano. Para os primeiros meses de 2020, o cenário de demanda firme e a possibilidade de uma menor produção, especialmente na segunda safra, são fatores de sustentação para as cotações, considerando a menor disponibilidade interna do cereal neste período, que é basicamente composta pelos estoques de passagem e produção na safra de verão.

AUMENTO DOS CUSTOS DE PRODUÇÃO DA PECUÁRIA LEITEIRA

alta dos alimentos energéticos e proteicos (com destaque para o milho), dos produtos para sanidade e combustíveis contribuiu para o aumento de custos de produção da atividade pecuária em novembro. O indicador de custos da pecuária leiteira subiu 2,2% em relação a outubro deste ano. Para o curto prazo, o câmbio será fator de direcionamento dos preços de alguns insumos no mercado doméstico. Por outro lado, as pastagens deverão ganhar volume, aliviando, em parte, a necessidade de suplementação dos animais.

VOLUME DE FERTILIZANTES CRESCEU 7,1% NO 1.º SEMESTRE DESTE ANO

Associação Nacional para Difusão de Adubos (Anda) divulgou em novembro os dados referentes às entregas de fertilizantes no país em junho. Foram 3,05 milhões de toneladas vendidas ao consumidor final, volume 25,8% maior que o de maio deste ano e 2,2% acima do registrado em junho do ano passado.

No acumulado do primeiro semestre foram entregues 13,72 milhões de toneladas de adubos no Brasil, 7,1% a mais na comparação com igual período de 2018.

A expectativa da Scot Consultoria é de que as entregas totalizem entre 36 milhões e 36,5 milhões de toneladas este ano, frente aos 35,5 milhões de toneladas entregues no País em 2018, recorde até então. Com relação aos preços, segundo levantamento da Scot Consultoria, os fertilizantes nitrogenados caíram, em média, 0,4% em novembro último, na comparação

Para os adubos potássicos e fosfatados, os recuos foram de 1,1% e 0,7%, respectivamente

expectativa para o fim do ano é de que a menor movimentação mantenha as cotações mais frouxas no mercado brasileiro. Entretanto, atenção ao câmbio, em função das fortes valorizações do dólar frente a moeda brasileira verificadas em novembro e que poderão afetar os preços dos adubos em reais.

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