Fazenda se torna referência em meio sangue - Digital Balde Branco

Loca­li­za­da em Ara­xá, pro­pri­e­da­de con­ta com vacas Giro­lan­do que pro­du­zem mais de 80 kg de lei­te por dia

Por Gus­ta­vo Ribeiro

A Fazen­da Con­go­nhas, de Ara­xá-MG, há mais de 15 anos vem evo­luin­do o seu reba­nho Giro­lan­do atra­vés de um sóli­do pro­gra­ma de melho­ra­men­to gené­ti­co. A repro­du­ção do plan­tel é fei­ta uti­li­zan­do-se doa­do­ras de altas lac­ta­ções com­pro­va­das, seja ela da raça Holan­de­sa, em par­ce­ria com o cri­a­dor para­na­en­se Adri­a­no Kiers, ou no Gir Lei­tei­ro, a par­tir das melho­res famí­li­as da raça, com tou­ros pro­va­dos, em aca­sa­la­men­tos diri­gi­dos, bus­can­do bons sis­te­mas mamá­ri­os, alta capa­ci­da­de pro­du­ti­va, fun­ci­o­na­li­da­de e longevidade.

Essa pro­pos­ta tem gera­do bons resul­ta­dos. A gené­ti­ca da Con­go­nhas vem se des­ta­can­do nos prin­ci­pais tor­nei­os lei­tei­ros do País, espe­ci­al­men­te com vacas ½ san­gue, de pri­mei­ra cria, alcan­çan­do pro­du­ções que ultra­pas­sam os 80 kg/leite/dia. Entre os des­ta­ques, a recor­dis­ta mun­di­al de pro­du­ção ‘Can­deia Wild­man F. Con­go­nhas’, que pro­du­ziu a média de 81,210 kg/dia, e ‘Emprei­tei­ra F. Con­go­nhas’, que na Mega­lei­te 2016 pro­du­ziu 82,430 kg/leite, supe­ran­do o recor­de da ‘Can­deia’. Outro des­ta­que do plan­tel é a atu­al gran­de cam­peã naci­o­nal Giro­lan­do ½, ‘Estre­li­nha Fiv da PEZ’.

“A base da raça Giro­lan­do é o ½ san­gue e é nos­so prin­ci­pal foco, pois é a par­tir des­se grau que defi­ni­mos se tra­ba­lha­re­mos com um gado mais vol­ta­do para o Zebu, para sis­te­mas de pro­du­ção menos tec­ni­fi­ca­dos, ou se apu­ra­mos o gado mais para o Holan­dês, fazen­do o ¾, que é mais uti­li­za­do em sis­te­mas de pro­du­ção inten­si­vos”, comen­ta Gus­ta­vo Agui­ar, dire­tor da Congonhas.

Atra­vés das bio­tec­no­lo­gi­as de repro­du­ção, a gené­ti­ca des­ses gran­des indi­ví­du­os pode ser mul­ti­pli­ca­da em esca­la. Isso pos­si­bi­li­ta que esse mate­ri­al gené­ti­co supe­ri­or este­ja mais aces­sí­vel aos pro­du­to­res de lei­te, aumen­tan­do a pres­são gené­ti­ca e, con­se­quen­te­men­te, impac­tan­do na média dos reba­nhos espe­ci­a­li­za­dos, onde já é pos­sí­vel veri­fi­car fazen­das com pro­du­ção média supe­ri­or a 26 kg/leite/dia.

Adil­var Car­do­so, zoo­tec­nis­ta e con­sul­tor da G&C, des­ta­ca a impor­tân­cia de se melho­rar o reba­nho con­ti­nu­a­da­men­te. “Sem dúvi­da, o inves­ti­men­to em gené­ti­ca está entre os prin­ci­pais recur­sos para ele­var a pro­du­ti­vi­da­de de nos­sos reba­nhos. Somos pio­nei­ros nos pro­gra­mas de melho­ra­men­to vol­ta­dos para o gado de lei­te mais adap­ta­do. Somos tam­bém refe­rên­cia na expor­ta­ção de gené­ti­ca. Os nos­sos pro­gra­mas, mes­mo sen­do recen­tes, tem um gran­de volu­me de dados que tem sido de gran­de valia para todos os cri­a­do­res”, avalia.

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