Girolando avança em produtividade - Digital Balde Branco
revista-balde-branco-girolando-01-ed674

A genética Girolando tem tido grande demanda de criadores de países da América Latina e Central

GENÉTICA

GIROLANDO AVANÇA

EM PRODUTIVIDADE

Graças ao uso das ferramentas de melhoramento genético, nos últimos 20 anos, a raça saltou de uma média de 2 mil litros de leite por vaca ano para 6 mil litros/vaca/ano

Erick Henrique

Estag­na­ção é uma coi­sa que não exis­te no uni­ver­so da raça Giro­lan­do. A cada ano, a Asso­ci­a­ção Bra­si­lei­ra dos Cri­a­do­res, os pes­qui­sa­do­res da Embra­pa, das uni­ver­si­da­des, a ini­ci­a­ti­va pri­va­da e os pro­du­to­res somam for­ças para solu­ci­o­nar este enor­me que­bra-cabe­ça da pecuá­ria lei­tei­ra: mai­or efi­ci­ên­cia do reba­nho, em um menor espa­ço de tem­po, por meio da uti­li­za­ção das tec­no­lo­gi­as de melho­ra­men­to genético.

Até o momen­to, segun­do o pre­si­den­te da asso­ci­a­ção, Odi­lon de Rezen­de Bar­bo­sa Filho, o melho­ra­men­to ani­mal pro­pi­ci­ou uma evo­lu­ção fan­tás­ti­ca para o reba­nho Girolando.

“Gra­ças ao Pro­gra­ma de Melho­ra­men­to Gené­ti­co Giro­lan­do (PMGG), as vacas saí­ram de uma média de pro­du­ção de menos de 2 mil qui­los de lei­te por vaca por ano para uma raça capaz de pro­du­zir 6 mil kg/vaca/ano. É cla­ro que os ganhos com as melho­ri­as de mane­jo, ins­ta­la­ções, bem-estar ani­mal, etc., tive­ram sua par­ce­la de con­tri­bui­ção, mas o PMGG foi fun­da­men­tal para que nós pro­du­to­res con­se­guís­se­mos esses resul­ta­dos nos últi­mos 20 anos.”

Em rela­ção a quais carac­te­rís­ti­cas os espe­ci­a­lis­tas envol­vi­dos com o PMGG estão tra­ba­lhan­do para impul­si­o­nar ain­da mais o pro­gres­so da raça e melho­rar a lucra­ti­vi­da­de do pro­du­tor, ele des­ta­ca que o obje­ti­vo de qual­quer ati­vi­da­de é maxi­mi­zar os resul­ta­dos, e a enti­da­de atua para que o pecu­a­ris­ta tenha mais lucra­ti­vi­da­de. Por isso, a asso­ci­a­ção desen­vol­ve, numa par­cei­ra de lon­ga data com a Embra­pa Gado de Lei­te, o tes­te de pro­gê­nie con­ven­ci­o­nal e, tam­bém, nos últi­mos anos, con­se­guiu desen­vol­ver a ava­li­a­ção genômica.

“Ain­da não esta­mos colhen­do os fru­tos des­se tra­ba­lho, con­tu­do a genô­mi­ca tra­rá um impul­so mui­to gran­de para a raça, espe­ci­al­men­te quan­do as novas gera­ções de tou­ros e vacas ava­li­a­das apre­sen­ta­rem os resul­ta­dos de pro­du­ti­vi­da­de nos pró­xi­mos cin­co anos. Além dis­so, gra­ças à genô­mi­ca, a asso­ci­a­ção tem agre­ga­do carac­te­rís­ti­cas novas ao PMGG, como impu­tar a ida­de ao pri­mei­ro par­to, inter­va­lo entre par­tos, e ago­ra vamos sol­tar uma novi­da­de no novo sumá­rio, que é a carac­te­rís­ti­ca de lon­ge­vi­da­de dos ani­mais”, anun­cia o dirigente.

Além dis­so, con­for­me Odi­lon de Rezen­de, a enti­da­de está tra­ba­lhan­do para sol­tar, em 2022, os índi­ces de qua­li­da­de do lei­te, sóli­dos no lei­te e tam­bém algu­mas carac­te­rís­ti­cas line­a­res. Have­rá, inclu­si­ve, estu­dos para os pró­xi­mos anos refe­ren­tes aos aspec­tos de estres­se tér­mi­co, carac­te­rís­ti­cas repro­du­ti­vas, que inter­fe­rem dire­ta­men­te na ren­ta­bi­li­da­de da atividade.

Odilon de Rezende: “A Girolando está trabalhando para soltar, em 2022, os índices de qualidade do leite, sólidos no leite e também algumas características lineares”

A demo­cra­ti­za­ção da genô­mi­ca – Um sonho den­tro da cadeia pro­du­ti­va do lei­te é demo­cra­ti­zar o uso das pro­vas genô­mi­cas nos plan­téis de peque­nas, médi­as e gran­des pro­pri­e­da­des, nota o diri­gen­te. Con­tu­do, o aces­so des­sa fer­ra­men­ta na gran­de mai­o­ria das fazen­das bra­si­lei­ras está bem lon­ge de ser uma realidade. 

A raça Girolando atende às necessidades de propriedades leiteiras de qualquer porte porte, de pequenas a médias e grandes

Feliz­men­te, para o delei­te dos cri­a­do­res de Giro­lan­do, esse obje­ti­vo está sain­do do papel, pois de acor­do com a asso­ci­a­ção foram rea­li­za­das mudan­ças recen­tes jus­ta­men­te para bene­fi­ci­ar os pro­du­to­res para a ava­li­a­ção genô­mi­ca da fêmea, em que a ins­ti­tui­ção incor­po­rou a ava­li­a­ção de beta-caseí­na com redu­ção no valor por ani­mal. Essa mes­ma ini­ci­a­ti­va a Giro­lan­do agre­gou nos tes­tes genô­mi­cos de tou­ros, mas com impac­to mai­or nos cus­tos, uma vez que muda­ram as regras das ava­li­a­ções dos repro­du­to­res de comum acor­do com a Embra­pa Gado de Lei­te e o con­sór­cio for­ma­do pela Zoe­tis e CRV Lagoa.

“Anti­ga­men­te, uma ava­li­a­ção genô­mi­ca de um macho Giro­lan­do cus­ta­va R$ 6 mil, mas atu­al­men­te esse pre­ço bai­xou para R$ 1.900, valo­res que come­ça­ram a vigo­rar no dia 1º de mar­ço des­te ano. Essa con­quis­ta é no intui­to de demo­cra­ti­zar ain­da mais a sele­ção genô­mi­ca para um núme­ro mai­or de cri­a­do­res asso­ci­a­dos. Isso, segu­ra­men­te, ampli­a­rá o volu­me de ani­mais ava­li­a­dos, con­tri­buin­do para que o melho­ra­men­to gené­ti­co da raça apa­re­ça com mais evi­dên­cia na cadeia pro­du­ti­va do lei­te”, come­mo­ra Odi­lon de Rezende.

Segun­do assi­na­la ele, cer­ca de 10 mil fême­as da raça já foram geno­ti­pa­das e pou­co mais de 1.000 repro­du­to­res pas­sa­ram pelo mes­mo pro­ces­so no Brasil.

Bene­fí­ci­os das ava­li­a­ções – “Temos de fomen­tar, cada vez mais, todos os pro­gra­mas de ava­li­a­ção do PMGG (Clarifide/Zoetis e tes­te de pro­gê­nie) saben­do que eles têm uma influên­cia mui­to gran­de nas ava­li­a­ções e tam­bém nos resul­ta­dos finan­cei­ros das fazen­das lei­tei­ras. Por­tan­to, é fun­da­men­tal levar essa fer­ra­men­ta para todas as clas­ses de pro­du­to­res (peque­nos, médi­os e grandes). 

Antônio Garcia: “É fundamental levar essa ferramenta para todas as classes de produtores. Essas avaliações trarão benefícios genéticos e lucratividade para o setor”

Essas infor­ma­ções sobre as ava­li­a­ções tra­rão bene­fí­ci­os gené­ti­cos e lucra­ti­vi­da­de para o setor”, diz o médi­co vete­ri­ná­rio e geren­te de pro­du­to lei­te da CRV Lagoa, Antô­nio Gar­cia Sil­va Nascimento.

Con­for­me ele assi­na­la, o paco­te tec­no­ló­gi­co do PMGG é de suma impor­tân­cia para a con­tra­ta­ção de tou­ros da bate­ria da cen­tral, no qual pri­mei­ra­men­te os ani­mais pre­ci­sam apre­sen­tar um valor míni­mo de GPTA para serem posi­ti­va­dos pela asso­ci­a­ção, além de aten­der a alguns parâ­me­tros de ava­li­a­ção genô­mi­ca (Cla­ri­fi­de), ava­li­a­ção feno­tí­pi­ca fei­ta pela Girolando.

“Embo­ra o geno­ma da raça con­te­nha pou­cos dados no momen­to, toda­via já é um cami­nho que pode­mos seguir na hora de sele­ci­o­nar­mos os ani­mais. E, pen­san­do em sele­ção e melho­ra­men­to, é cla­ro que os repro­du­to­res mais jovens serão melho­res do que aque­les tou­ros que já estão a ser­vi­ço há mais tem­po. Des­sa for­ma, a sele­ção genô­mi­ca con­tri­bui mui­to para ace­le­rar a evo­lu­ção do reba­nho Giro­lan­do e, con­se­quen­te­men­te, o pro­gres­so da pecuá­ria lei­tei­ra bra­si­lei­ra”, ava­lia Bru­no Scar­pa – médi­co vete­ri­ná­rio e geren­te de pro­du­to lei­te da Genex Brasil.

Bruno Scarpa: “Pensando em seleção e melhoramento, é claro que os reprodutores mais jovens serão melhores do que aqueles touros que já estão em serviço há mais tempo”

Polyana Rotta: “A nutrigenômica, o efeito da nutrição na expressão de genes, é fundamental para se chegar num ponto de refinamento da atividade leiteira”

Estu­dos de nutri­genô­mi­ca – De uma manei­ra sim­ples, a zoo­tec­nis­ta e pro­fes­so­ra da Uni­ver­si­da­de Fede­ral de Viço­sa (UFV) Polya­na Piz­zi Rot­ta defi­ne a Nutri­genô­mi­ca como o efei­to da nutri­ção na expres­são de genes de inte­res­se. Genes esses que podem estar asso­ci­a­dos a melho­res pro­du­ções de lei­te e con­cep­ção, por exem­plo. Assim, cui­dar da nutri­ção do ani­mal com foco no efei­to posi­ti­vo que essa die­ta pode­rá ter na expres­são de genes de inte­res­se é fun­da­men­tal para se che­gar num pon­to de refi­na­men­to da ati­vi­da­de leiteira.

“Em estu­dos pré­vi­os con­du­zi­dos pelo nos­so gru­po na UFV, obser­va­mos que filhas de vacas Giro­lan­do obe­sas duran­te a ges­ta­ção tive­ram menos folí­cu­los em rela­ção às filhas das vacas man­ti­das em die­ta com ganho de peso mode­ra­do na ges­ta­ção. Ao pes­qui­sar isso mais a fun­do vemos que a expres­são de genes fun­da­men­tais para um bom desen­vol­vi­men­to fetal na pla­cen­ta da vaca gor­da foi mui­to com­pro­me­ti­da, e o que expli­ca essa alte­ra­ção? O exces­so de gor­du­ra acu­mu­la­do na pla­cen­ta da vaca gor­da, ou seja, a nutri­ção modu­lan­do a expres­são gêni­ca”, des­cre­ve a professora.

Segun­do ela, a pes­qui­sa em ques­tão come­çou em outu­bro de 2020, empre­nhan­do 20 novi­lhas Giro­lan­do com embriões ¾ Giro­lan­do oriun­dos da Fazen­da San­ta Luzia, do pro­du­tor Mau­rí­cio Sil­vei­ra Coe­lho. Dez novi­lhas estão sen­do ali­men­ta­das para ter um ganho de peso bai­xo (0,3 kg/dia) e 10 novi­lhas são ali­men­ta­das para ganho de peso ide­al (0,6 kg/dia).

“Des­sa for­ma, tere­mos novi­lhas parin­do com peso ide­al e novi­lhas parin­do com 80 kg a menos do ide­al. Vamos ava­li­ar na pla­cen­ta des­sas novi­lhas os genes que podem expli­car o desen­vol­vi­men­to futu­ro das bezer­ras. Nos­sa hipó­te­se é de que as bezer­ras oriun­das de mães que pari­ram com peso ide­al serão mais desen­vol­vi­das do que aque­las que pari­ram magras e com res­tri­ção ali­men­tar”, expli­ca Polya­na Rotta.

Ela infor­ma tam­bém que será ava­li­a­da a pro­du­ção de lei­te des­sas novi­lhas e a hipó­te­se dos pes­qui­sa­do­res da UFV é de que novi­lhas que parem mais leves pro­du­zi­rão menos lei­te do que as que parem com peso ide­al. Estu­dos pare­ci­dos com esse exis­tem para outras raças. Entre­tan­to, esse será o pri­mei­ro com ani­mais Girolando.

“As novi­lhas come­ça­rão a parir em maio e a par­tir des­se mês tere­mos resul­ta­dos pré­vi­os, como pro­du­ção e qua­li­da­de do colos­tro, pro­du­ção e com­po­si­ção do lei­te, esco­re de vigor ao nas­cer das bezer­ras, inci­dên­cia de doen­ças, desem­pe­nho, e vamos ao labo­ra­tó­rio ava­li­ar a expres­são de genes rela­ci­o­na­dos a vas­cu­la­ri­za­ção da pla­cen­ta. Além dis­so, as novi­lhas recém-pari­das serão ava­li­a­das quan­to ao tem­po neces­sá­rio para vol­ta­rem a ciclar, e o tem­po gas­to para a pri­mei­ra con­cep­ção”, diz a professora.

Mer­ca­do de sêmen – O pre­si­den­te da Giro­lan­do reve­la que, de acor­do com o últi­mo levan­ta­men­to da Asso­ci­a­ção Bra­si­lei­ra de Inse­mi­na­ção Arti­fi­ci­al (Asbia), a raça atin­giu a mar­ca de 770 mil doses de sêmen comer­ci­a­li­za­das, em 2020. “Isso é fan­tás­ti­co, por­que há qua­tro anos nós tínha­mos ape­nas meta­de des­se volu­me de doses ven­di­das. Então, o cres­ci­men­to da gené­ti­ca Giro­lan­do é ver­ti­gi­no­so e a nos­sa expec­ta­ti­va é fechar 2022 com 1 milhão de doses comercializadas.” 

Para o geren­te da CRV Lagoa, a raça Giro­lan­do tem uma impor­tân­cia mui­to gran­de para bate­ria de lei­te tro­pi­cal da cen­tral com 50% de par­ti­ci­pa­ção nas ven­das, em 2021 tem uma expec­ta­ti­va de cres­ci­men­to de 15% com rela­ção ao últi­mo ano. 

“Nós, da CRV Lagoa, temos um pra­zer mui­to gran­de em con­tri­buir para o melho­ra­men­to gené­ti­co da raça, com o obje­ti­vo de ofe­re­cer para o mer­ca­do bra­si­lei­ro tou­ros bem ava­li­a­dos, com óti­ma con­for­ma­ção lei­tei­ra, ali­a­do à fun­ci­o­na­li­da­de dos ani­mais com efi­ci­ên­cia”, res­sal­ta Nascimento.

Já Scar­pa apon­ta que o Giro­lan­do é segun­da raça mais impor­tan­te no Bra­sil, con­for­me o últi­mo balan­ço divul­ga­do pela Asbia, quan­do o assun­to é o mer­ca­do de lei­te, ultra­pas­san­do a raça Jersey. 

“Outro pon­to bas­tan­te impor­tan­te é com rela­ção às expor­ta­ções de sêmen, pois o Bra­sil expor­ta a gené­ti­ca do Giro­lan­do para todos os paí­ses das Amé­ri­cas Lati­na e Cen­tral, cons­truin­do uma pon­te comer­ci­al, ofe­re­cen­do um ampa­ro para esses paí­ses em vir­tu­de da qua­li­da­de dos ani­mais pro­du­to­res de lei­te, de gené­ti­ca Giro­lan­do bra­si­lei­ra. Temos ain­da um gran­de mer­ca­do de expor­ta­ção a ser explo­ra­do e a Genex acre­di­ta demais no poten­ci­al da raça.”

Animais de alto padrão da raça Girolando da Fazenda Canto Porto

OS BENEFÍCIOS DA AVALIAÇÃO GENÔMICA


Esta tec­no­lo­gia per­mi­te que os pro­du­to­res desen­vol­vam gene­ti­ca­men­te seus reba­nhos mais rápi­do do que nun­ca, cri­an­do opor­tu­ni­da­des para que fazen­das lei­tei­ras comer­ci­ais tenham mai­or con­tro­le de seus futu­ros ani­mais e con­se­quen­te­men­te mai­or lucra­ti­vi­da­de. Veja como:

• Con­fi­a­bi­li­da­de: A con­fi­a­bi­li­da­de dos valo­res genô­mi­cos é mai­or do que a média tra­di­ci­o­nal dos pais (PA) ou sem nenhu­ma infor­ma­ção. Con­tar com esta con­fi­a­bi­li­da­de gené­ti­ca de ani­mais jovens aumen­ta a pre­ci­são, dan­do aos pro­du­to­res mais con­fi­an­ça na sua capa­ci­da­de de tomar melho­res deci­sões de ges­tão do reba­nho e de estra­té­gi­as de melho­ra­men­to genético.

• Melho­res deci­sões para des­car­te: Você será capaz de des­car­tar (ven­der) com mais con­fi­an­ça os ani­mais infe­ri­o­res de seu reba­nho ou uti­li­zar estes ani­mais como recep­to­ras. Se sua fazen­da tiver exces­so de ani­mais, tes­tes genô­mi­cos podem aju­dá-lo a evi­tar os cus­tos des­ne­ces­sá­ri­os com a cri­a­ção de bezer­ras e/ou novi­lhas poten­ci­al­men­te infe­ri­o­res (menos ren­tá­veis) e que não con­tri­bui­rão para a lucra­ti­vi­da­de de seu negócio.

• Con­fi­an­ça nas deci­sões de aca­sa­la­men­to: Com os resul­ta­dos con­fiá­veis que os tes­tes genô­mi­cos for­ne­cem, o pro­du­tor será capaz de iden­ti­fi­car e geren­ci­ar com mais cer­te­za as fême­as de alto poten­ci­al gené­ti­co. Isso per­mi­te que você esco­lha de qual ani­mal gos­ta­ria de obter mais fême­as (uti­li­zan­do sêmen sexa­do e/ou tor­nan­do-as doa­do­ras de embrião). Essas opções levam a mais ren­ta­bi­li­da­de e mai­o­res lucros ao lon­go do tem­po. (Fon­te: Clarifide/Zoetis)

Rolar para cima