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A expertise brasileira na formação de rebanhos da raça Girolando está sendo aplicada na Guatemala para melhorar a qualidade do plantel local

A Associação Brasileira dos Criadores de Girolando realizou neste mês de novembro, juntamente com técnicos do Ministério da Agricultura, Pecuária e Alimentação da Guatemala e da Associação de Criadores de Gir e Girolando da Guatemala, uma série de inspeções técnicas por 18 propriedades rurais do país para efetuar os registros genealógicos de 319 animais.

O coordenador Operacional do PMGG (Programa de Melhoramento Genético da Raça Girolando), Marcello Cembranelli, e os técnicos guatemaltecos visitaram as propriedades entre os dias 9 e 16 de novembro. Ele destaca que o rebanho guatemalteco vem evoluindo desde a última inspeção técnica realizada há pouco mais de um ano pela Associação Brasileira dos Criadores de Girolando.

A entidade mantém com a Guatemala um termo de cooperação técnica na área de registro e melhoramento genético, com o objetivo de viabilizar o aumento de rebanhos registrados. “A proposta é de, nos próximos dois anos, trabalhar somente com animais de genealogia conhecida. Para formar um plantel de Girolando de composição racial 5/8, eles estão iniciando o trabalho com uma base de 1000 animais aproximadamente e utilizando touros 5/8 e 3/4”, explica Cembranelli.

No último dia 18 de novembro, houve uma reunião entre o técnico da Girolando e criadores da Guatemala para definir um plano de trabalho para os próximos anos. Foram debatidas as ações prioritárias para garantir o melhoramento genético do rebanho. Entre as propostas apresentadas estão, o início do Serviço de Controle Leiteiro Oficial, comunicações de dados dos animais referentes a nascimento e reprodução, além do direcionamento dos acasalamentos.

“Discutimos ainda, durante a reunião, a abertura do protocolo sanitário entre os dois países para permitir as importações de embriões e sêmen. A proposta já foi enviada pelo governo brasileiro, mas falta o governo da Guatemala aceitar. O Brasil é referência mundial na raça Girolando e tem todo um know-how na área de melhoramento genético que pode ajudar países como a Guatemala a ter uma pecuária leiteira mais produtiva”, assegura Cembranelli.

Como não há protocolo entre os dois países, a genética brasileira Girolando tem entrado na Guatemala via Panamá e Costa Rica, países com os quais o Brasil tem protocolo sanitário para comercialização de material genético – por Larissa Vieira.

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