Governo investe na compra de leite em pó - Digital Balde Branco

O gover­no fede­ral vai inves­tir cer­ca de R$ 17 milhões na com­pra de lei­te em pó de coo­pe­ra­ti­vas de agri­cul­to­res familiares 

A com­pra será rea­li­za­da por meio da moda­li­da­de Com­pra Dire­ta do Pro­gra­ma de Aqui­si­ção de Ali­men­tos (PAA), coor­de­na­do pelo MDS-Minis­té­rio do Desen­vol­vi­men­to Soci­al. A ação tem o obje­ti­vo de mini­mi­zar a que­da do pre­ço do lei­te em pó que ocor­reu nos últi­mos meses por con­ta da gran­de impor­ta­ção do pro­du­to vin­do do Uru­guai. A aqui­si­ção é resul­ta­do de uma par­ce­ria entre o MDS e o Minis­té­rio da Agri­cul­tu­ra, Pecuá­ria e Abastecimento.

O minis­tro do Desen­vol­vi­men­to Soci­al, Osmar Ter­ra, des­ta­ca que a com­pra dos pro­du­tos da agri­cul­tu­ra fami­li­ar tam­bém é uma for­ma de com­ba­ter a pobre­za na zona rural e res­sal­ta o com­pro­mis­so do gover­no fede­ral em rea­li­zar esta aqui­si­ção ain­da este ano. “É uma for­ma de aju­dar os peque­nos pro­du­to­res. São regras de mer­ca­do que cri­am esse tipo de cri­se para os agri­cul­to­res, então, o gover­no está fazen­do a sua par­te para regu­lar o pre­ço para que o pre­ço se esta­bi­li­ze”, afirmou.

Segun­do o MDS, 38 coo­pe­ra­ti­vas de peque­nos agri­cul­to­res em todo o país pode­rão par­ti­ci­par da cha­ma­da públi­ca. Cada uma pode­rá comer­ci­a­li­zar até R$ 500 mil. “Cer­ta­men­te esta ação vai ali­vi­ar os peque­nos agri­cul­to­res, mas tam­bém é um indi­ca­ti­vo à comer­ci­a­li­za­ção que está ocor­ren­do. É uma for­ma que, den­tro da lei, o gover­no fede­ral encon­trou para apoi­ar estas coo­pe­ra­ti­vas da agri­cul­tu­ra familiar”.

O edi­tal de cha­ma­da públi­ca deve ser lan­ça­do nos pró­xi­mos dias pela Conab-Com­pa­nhia Naci­o­nal de Abas­te­ci­men­to. O lei­te adqui­ri­do será des­ti­na­do à popu­la­ção em situ­a­ção de inse­gu­ran­ça ali­men­tar e nutri­ci­o­nal e às pes­so­as aten­di­das pelas redes sócio-assis­ten­ci­ais e públi­cas e filan­tró­pi­cas de ensi­no, além de ban­cos de ali­men­tos e res­tau­ran­tes popu­la­res. O pro­du­to tam­bém pode ser uti­li­za­do para com­por as ces­tas de ali­men­tos dis­tri­buí­das a gru­pos espe­cí­fi­cos em situ­a­ção de vul­ne­ra­bi­li­da­de social.

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