Governo revisará importações do Uruguai - Digital Balde Branco

Depois de uma reu­nião de dis­cus­sões aca­lo­ra­das sobre as difi­cul­da­des enfren­ta­das pelo setor lác­teo bra­si­lei­ro, ocor­ri­da no últi­mo dia 7 de novem­bro, na Comis­são de Agri­cul­tu­ra do Sena­do, em Bra­sí­lia, repre­sen­tan­tes dos minis­té­ri­os da Agri­cul­tu­ra e das Rela­ções Exte­ri­o­res fica­ram de bus­car alter­na­ti­vas que aju­dem a cor­ri­gir pos­sí­veis dis­tor­ções na rela­ção de com­pra do lei­te uruguaio.

“A indús­tria é favo­rá­vel ao Mer­co­sul, mas nós pre­ci­sa­mos de cotas para não ser­mos sur­pre­en­di­dos com altos índi­ces de lei­te no mer­ca­do naci­o­nal que der­ru­bam o pre­ço e invi­a­bi­li­zam a ati­vi­da­de. Pre­ci­sa­mos de uma ação do gover­no nem que seja com a com­pra de par­te da pro­du­ção ou incen­ti­vos fis­cais”, suge­riu o pre­si­den­te do Sin­di­lat e do Con­se­lei­te, Ale­xan­dre Guerra.

A suges­tão do Sin­di­lat é, de ime­di­a­to, ado­tar moni­to­ra­men­to do mer­ca­do de for­ma a equi­li­brar a impor­ta­ção de lei­te, fixar cotas para o Uru­guai  e tra­ba­lhar na deso­ne­ra­ção de máqui­nas e equi­pa­men­tos para uso dos pro­du­to­res e da indústria.Ao lado do setor, a sena­do­ra e pre­si­den­te da comis­são, Ana Amé­lia Lemos, refor­çou o coro como for­ma de pro­te­ger milha­res de peque­nos pro­du­to­res que vivem do lei­te no país. “O pro­ble­ma é mais com­ple­xo do que ima­gi­ná­va­mos por­que envol­ve regras inter­na­ci­o­nais, cus­to de pro­du­ção e ques­tões soci­ais”, citou ela.

Entre as hipó­te­ses em aná­li­se está a cri­a­ção de cotas para o lei­te do Pra­ta, o que não é bem vis­to pelo Minis­té­rio das Rela­ções Exte­ri­o­res, que teme reta­li­a­ções. “Temos que pen­sar que tal­vez eles tam­bém quei­ram fechar outros mer­ca­dos para o Bra­sil”, aler­tou o dire­tor do Depar­ta­men­to do Mer­co­sul, Otá­vio Bran­del­li. Con­tu­do, é pre­ci­so ava­li­ar que há pro­du­tos na pau­ta de expor­ta­ção bra­si­lei­ra que não têm livre aces­so ao mer­ca­do Uru­guaio como se gos­ta­ria, como a car­ne de fran­co, por exemplo.

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