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Contrários à queda na produção de leite em 2016, os maiores produtores cresceram, segundo o levantamento Top 100 MilkPoint 2017

O levantamento Top 100 MilkPoint 2017 tem como base as 100 maiores fazendas leiteiras do Brasil. A versão mais recente, apresentada no dia 20 de março pelo coordenador da pesquisa, Marcelo Pereira de Carvalho, mostra que no âmbito dos grandes produtores de leite, está ocorrendo um processo de tecnificação, aumento de escala e profissionalismo. De acordo com ele, esse movimento se intensificará nos próximos anos, mesmo que os 100 maiores hoje representem uma pequena parcela do total do leite brasileiro.

“Além dos 100 maiores – que são a ponta do iceberg – é notável um processo de profissionalização no setor leiteiro como um todo, em que produtores familiares estão se modernizando e aumentando a eficiência. Produtores de todos os portes vêm buscando aumento de escala, o que nos faz concluir que os Top 100 representam de alguma forma o que está acontecendo no Brasil”, cita ele. Para ilustrar, conta que em 2016 houve queda de 3,7% na produção no país, que somou 23,17 bilhões de litros. No ano anterior, a produção nacional já havia recuado.

O levantamento destaca que os 100 maiores produtores de leite em 2016 apresentaram produção média de 16.179 litros/dia, volume cerca de 4,5% superior à média da mesma mostra de 2015. Aponta também que 54% dos produtores consideraram a rentabilidade da atividade leiteira em 2016 melhor do que a média se comparada a outros anos, enquanto 36% afirmaram que esteve na média e apenas 10% a consideraram pior que a média.

Sobre custos operacionais de produção, apresentaram aumento de 5% entre os produtores Top 100 e 59% das propriedades tiveram custo operacional médio acima de R$ 1,10/litro. Tem termos geográficos, novamente Minas Gerais é o estado com maior número de fazendas presentes no Top 100, com 44 propriedades. Em seguida aparece o estado do Paraná, com 18 fazendas, e o Rio Grande do Sul, que apresentou 8 fazendas. Com confinamento, 53% das propriedades adotam o sistema, enquanto 15% têm exploração baseada em pastagens e 33% em sistemas mistos.

Já entre os 10 produtores com maiores aumentos na produção diária, 3 são da região Sudeste (todos em Minas Gerais), outros 4 da região Sul (2 no Paraná e 2 no Rio Grande do Sul), 1 da Bahia e 2 de Goiás. “A raça Holandesa permanece sendo a mais utilizada nas propriedades, estando presente em 76 fazendas do Top 100”, informa Carvalho. A raça Girolando está em 29 propriedades e 26 fazendas utilizam mais de uma raça, segundo o levantamento.

Em termos de indústria, a Itambé novamente apresentou o maior número de fornecedores entre os Top 100, somando 18 fazendas. Em seguida vem o Pool Leite (cooperativas Castrolanda, Frísia e Capal) com 14 fazendas. Na sequência, Danone e Piracanjuba, com 14 e 12 fornecedores respectivamente. Este ano, 10 participantes do Top 100 possuem laticínio próprio. Entre eles, apenas 4 estão no Top 10. A maior fazenda do país em produção continua sendo a Fazenda Colorado, de Araras-SP. Ao contrário de 2015, quando apresentou uma redução de 3,4% na produção, este ano a Colorado teve aumento de 4,2% no volume produzido diariamente, totalizando 63.133 litros/dia. – Texto elaborado a partir de informações geradas pela área de comunicação do Portal Milkpoint

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