Instituto de Engenharia apresenta estudo inédito: “Brasil: Alimentos para o Mundo” - Digital Balde Branco

Pro­je­to tra­ta do pro­ta­go­nis­mo que o País pode – e deve! – assu­mir na ali­men­ta­ção do pla­ne­ta nas pró­xi­mas déca­das não só como pro­du­tor de maté­ri­as-pri­mas, mas pro­du­zin­do ali­men­tos sau­dá­veis pron­tos ou semi­pron­tos, agre­gan­do valor à nos­sa produção

O Ins­ti­tu­to de Enge­nha­ria (IE), ins­ti­tui­ção cujo pro­pó­si­to é incen­ti­var o desen­vol­vi­men­to do País por meio da Enge­nha­ria, apre­sen­ta seu novo estu­do “Bra­sil: Ali­men­tos para o Mun­do”. Desen­vol­vi­do pelos mai­o­res espe­ci­a­lis­tas do País, é base­a­do em três pila­res: agro­ne­gó­cio, mer­ca­do mun­di­al e ini­ci­a­ti­va pri­va­da. Por meio des­sa pro­pos­ta téc­ni­ca, o Ins­ti­tu­to visa aju­dar o Bra­sil a desem­pe­nhar um papel de pro­ta­go­nis­mo, ao con­tri­buir deci­si­va­men­te para a redu­ção da fome no mundo.

“A pre­vi­são é de que, em 2050, a popu­la­ção mun­di­al che­gue a 9,7 bilhões de habi­tan­tes. O desa­fio, então, será ali­men­tar tan­tas pes­so­as, com a mes­ma exten­são de ter­ras agri­cul­tá­veis”, expli­ca Jor­ge Hori, rela­tor do estu­do. “Será pre­ci­so um aumen­to de 70% na pro­du­ção mun­di­al de ali­men­tos. Nos­so estu­do visa tor­nar o Bra­sil o prin­ci­pal supri­dor mun­di­al de ali­men­tos sau­dá­veis pron­tos ou semi­pron­tos para con­su­mo, o que agre­ga­rá valor aos pro­du­tos naci­o­nais no exte­ri­or e for­ta­le­ce­rá uma indús­tria de pon­ta no País. Des­ta for­ma, con­tri­bui­re­mos para eli­mi­nar a fome e a sub­nu­tri­ção no mun­do e fare­mos do Agro­ne­gó­cio o prin­ci­pal motor do desen­vol­vi­men­to brasileiro.”

O Bra­sil é um dos pou­cos paí­ses que dis­põe de ter­ras já ocu­pa­das, porém mal apro­vei­ta­das, o que traz a pos­si­bi­li­da­de de ampli­ar a pro­du­ção reque­ri­da pelo mun­do, pre­ser­van­do os ambi­en­tes natu­rais. Além, dis­so, a nação já alcan­çou um impor­tan­te papel na ali­men­ta­ção mun­di­al, o que lhe con­fe­re os títu­los de mai­or supri­do­ra de suco de laran­ja, prin­ci­pal expor­ta­do­ra de café, soja e car­ne de fran­go, entre outros insu­mos ali­men­ta­res bási­cos do mundo.

 COMO SE TOR­NAR UM “ALI­MEN­TA­DOR DO MUNDO”

Para sal­tar do pata­mar de “celei­ro do mun­do” para “ali­men­ta­dor do mun­do”, o Bra­sil terá de se tor­nar um supri­dor glo­bal de ali­men­tos pro­ces­sa­dos para con­su­mo final em qual­quer lugar do pla­ne­ta. “Nos­so pro­je­to con­tem­pla o Agro­ne­gó­cio com toda a cadeia de valor dos pro­du­tos: da plan­ta­ção e cri­a­ção de gado à agroin­dús­tria e à logís­ti­ca, finan­ci­a­men­to e novas tec­no­lo­gi­as”, con­ta Hori. “O Ins­ti­tu­to de Enge­nha­ria se dis­põe a impul­si­o­ná-lo e indi­car as ações indis­pen­sá­veis para colo­cá-lo em prá­ti­ca. Pro­põe ain­da seguir a meto­do­lo­gia bási­ca do pla­ne­ja­men­to para a mon­ta­gem de um pla­no estra­té­gi­co para o Brasil.”

A estra­té­gia de imple­men­ta­ção pre­vê mobi­li­za­ção dos agen­tes econô­mi­cos da cadeia de valor do agro­ne­gó­cio; desen­vol­vi­men­to de estu­dos seto­ri­ais e regi­o­nais para deter­mi­nar as estra­té­gi­as e ações de imple­men­ta­ção do pro­je­to; pro­mo­ção de mai­or par­ti­ci­pa­ção do Esta­do na exe­cu­ção do pro­je­to, prin­ci­pal­men­te com uma ação mais inten­sa no esta­be­le­ci­men­to de acor­dos comer­ci­ais, na segu­ran­ça jurí­di­ca, com regu­la­men­ta­ções con­sis­ten­tes e dura­dou­ras, fis­ca­li­za­ção mais efi­caz, prin­ci­pal­men­te com rela­ção à sani­da­de vege­tal e ani­mal, cré­di­to, segu­ro rural e finan­ci­a­men­to da infra­es­tru­tu­ra, entre outras atividades.

O estu­do já foi enca­mi­nha­do aos novos gover­nos (fede­rais e esta­du­ais) para que seja incor­po­ra­do nas medi­das gover­na­men­tais dos pró­xi­mos anos. “A ideia é que o pro­je­to faça par­te das polí­ti­cas públi­cas”, con­ta Hori.

O rela­tor con­ta ain­da sobre as ações que serão rea­li­za­das no iní­cio des­te ano. “Vamos ela­bo­rar a minu­ta de pro­po­si­ção da asso­ci­a­ção empre­sa­ri­al e ter­cei­ro setor para a coor­de­na­ção da for­mu­la­ção e dis­se­mi­na­ção do pro­je­to. Além dis­so, apre­sen­ta­re­mos este docu­men­to às diver­sas enti­da­des empre­sa­ri­ais, a fim de obter ade­são ins­ti­tu­ci­o­nal e finan­cei­ra”, finaliza.

.….….….….….….….….….….….….….…

(Fon­te: Tra­ma Comunicação)

Rolar para cima