Lablab: Banco de proteína no inverno para pecuária orgânica e convencional - Digital Balde Branco

A lablab é uma legu­mi­no­sa com dupla apti­dão, que pode ser uti­li­za­da tan­to como adu­bo ver­de, prin­ci­pal­men­te fixan­do nitro­gê­nio no solo, como para ali­men­ta­ção do gado de cor­te e lei­te. Até feve­rei­ro, é con­si­de­ra­do um bom momen­to para plan­tar a lablab para ser uti­li­za­da como ban­co de pro­teí­na duran­te o inver­no, na entres­sa­fra das pas­ta­gens, para man­ter o bom ren­di­men­to dos animais.

A legu­mi­no­sa tam­bém é pro­cu­ra­da por pro­du­to­res orgâ­ni­cos de lei­te, que uti­li­zam a plan­ta jun­to com gra­mí­ne­as para sila­gem. “A lablab tem ain­da a fun­ção de melho­rar e fer­ti­li­zar o solo, pois fixa até 100 toneladas/ha de nitro­gê­nio e ain­da auxi­lia no con­tro­le das plan­tas dani­nhas, supri­min­do a neces­si­da­de da capi­na mecâ­ni­ca”, expli­ca o enge­nhei­ro agrô­no­mo e dire­tor comer­ci­al da Piraí Semen­tes, José Apa­re­ci­do Donizeti.

Lei­te orgâ­ni­co - O pecu­a­ris­ta Fábio Mag­na­ni está inves­tin­do na pro­du­ção de lei­te orgâ­ni­co em sua pro­pri­e­da­de, loca­li­za­da em Piras­su­nun­ga ‑SP. “O lei­te orgâ­ni­co tem um pre­ço duas vezes mai­or que o con­ven­ci­o­nal e é um bom nicho para se inves­tir, mas o prin­ci­pal gar­ga­lo des­se tipo de pro­du­ção é a ali­men­ta­ção das vacas”, expli­ca o pecuarista.

Para garan­tir uma boa nutri­ção para seu reba­nho, Mag­na­ni plan­tou lablab em con­sor­ci­a­ção com sor­go. No momen­to, as plan­tas estão sen­do colhi­das e trans­for­ma­das em sila­gem. “Ofe­re­ce­mos já como ali­men­ta­ção ver­de e foi bem acei­ta pelos ani­mais. A pro­du­ção de lei­te deu uma recu­pe­ra­da depois da inclu­são da legu­mi­no­sa nos cochos.” Além dis­so, ele plan­ta­rá mais uma safra para fazer sila­gem para o inver­no, sem a neces­si­da­de de adu­ba­ção, apro­vei­tan­do os bene­fí­ci­os que a lablab trou­xe para o solo.

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(Fon­te: Ello Agronegócio)

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