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Especialista relaciona adequada nutrição com a saúde de casco para garantir o desempenho produtivo das vacas leiteiras

Os problemas de cascos estão entre as principais causas que levam as vacas a deixarem os rebanhos leiteiros. Quem afirma é Rogério Isler, médico veterinário e gerente gado de leite da Zinpro Performance Minerals. Especialista no tema, garante que a inclusão dos minerais complexados com aminoácidos zinco, manganês, cobre, cromo, selênio e cobalto proporcionam melhor resultado na produção de leite, maior índice de prenhez e menor incidência de problemas de cascos, dentre outros benefícios.

As lesões de cascos aumentam após o verão e no início da lactação. Segundo o veterinário, pesquisas mostram que as perdas associadas à manqueira estão em torno de R$ 850 por caso, sendo que as perdas por lesões infecciosas são em torno de R$ 250 e por lesões não infecciosas chegam próximo de R$ 1.250. O veterinário explica que a incidência de lesões não infecciosas aumenta significativamente de dois a três meses após o pico de estresse térmico, quando as vacas passam mais tempo em pé na tentativa de dissipar calor.

Isler acrescenta que, junto a isso somam-se as falhas reprodutivas, mastite e baixa produção de leite, que representam mais de 90% dos descartes involuntários e mortes. Sendo que, muitos destes problemas são consequências de lesões nos cascos nas fases iniciais da lactação. “As perdas econômicas causadas por lesões nos cascos envolvem perdas em produção de leite, reprodução, maior descarte e custos com tratamento”, complementa.

O especialista em Gado de Leite explica que a queda na imunidade da vaca no periparto é outro fator que aumenta a incidência de lesões podais. “Com a imunidade deprimida, as vacas no pré e pós-parto são mais suscetíveis à infecção. No início da lactação, há maior incidência de lesões infecciosas, quando todos os esforços são dedicados para se conseguir maior pico de produção de leite, para melhor lactação e mais rápido retorno às atividades reprodutivas. “Por isso, cuidados com a nutrição das vacas no pré e pós-parto, fornecendo uma dieta específica para cada uma destas fases, com atenção à nutrição mineral e vitamínica, são importantes para a saúde e produtividade do rebanho”, ressalta.

O veterinário garante que, embora sejam necessários em pequenas quantidades, os microminerais são elementos fundamentais da nutrição. Eles fazem parte da composição e mantêm o funcionamento do organismo animal. “O efeito do zinco sobre a manqueira em bovinos está normalmente relacionado maior produção de células do sistema imunológico, à manutenção da integridade celular, ao reparo do tecido epitelial, à cicatrização de ferida e à dureza do casco. Já o cobre é componente importante do sistema imunológico e essencial para um casco saudável. O manganês, por sua vez, é importante no processo de cicatrização de feridas e formação do colágeno e elastina, presentes nas lâminas do casco, articulações e ligamentos”, explica.

Pesquisas têm demonstrado que quantidades superiores de alguns microminerais apresentam grandes resultados, melhorando o desempenho animal. “Por esta razão afirmamos que requerimento é a quantidade necessária para a manutenção, crescimento, lactação e gestação. Por outro lado, recomendações são as quantidades validadas pelas pesquisas que comprovam que a suplementação aumenta o desempenho ou melhora a saúde do animal”, finaliza.

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