No caminho da evolução em produtividade e qualidade do leite - Digital Balde Branco
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Programa Transtec orienta produtores nas boas práticas na produção leiteira

LEITE EM RONDÔNIA

No caminho da evolução

em produtividade e qualidade do leite

Mesmo figurando em nono lugar entre os Estados que mais produzem leite no Brasil, segundo dados do IBGE, a pecuária leiteira em Rondônia não se dá por satisfeita e busca mais tecnificação dos sistemas produtivos para impulsionar a atividade 

Erick Henrique

A agro­pe­cuá­ria des­pon­ta como o mai­or seg­men­to econô­mi­co em Rondô­nia, segun­do ava­li­a­ção dos pes­qui­sa­do­res da Embra­pa Rondô­nia – que desen­vol­ve­ram, em 2020, o pro­je­to de pes­qui­sa e trans­fe­rên­cia de tec­no­lo­gia para o for­ta­le­ci­men­to da pecuá­ria de lei­te no Esta­do para os pró­xi­mos cin­co anos, deno­mi­na­do Transtec. 

“A pecuá­ria lei­tei­ra, em espe­ci­al, tem dado impor­tan­te con­tri­bui­ção. O Esta­do é o que mais pro­duz lei­te na Região Nor­te, com um per­fil emi­nen­te­men­te de base fami­li­ar. A pro­du­ção de lei­te por aqui apre­sen­tou cres­ci­men­to na últi­ma déca­da. Entre­tan­to, par­te con­si­de­rá­vel des­se aumen­to se pau­tou pelo aumen­to das áre­as explo­ra­das e do reba­nho”, expli­ca Rhu­an Amo­rin de Lima, ana­lis­ta da ins­ti­tui­ção e res­pon­sá­vel pelo projeto.

Para ele, ape­sar de nos últi­mos anos ter sido obser­va­da uma mudan­ça gra­du­al na tec­ni­fi­ca­ção dos sis­te­mas pro­du­ti­vos, a pro­du­ção ron­do­ni­en­se, em geral, ain­da é con­si­de­ra­da de bai­xo nível tec­no­ló­gi­co. Ape­sar do bai­xo índi­ce de ado­ção de tec­no­lo­gi­as, as carac­te­rís­ti­cas pro­du­ti­vas, tais como abun­dân­cia de chu­vas, via­bi­li­da­de de sis­te­mas de pro­du­ção de lei­te a pas­to e pro­du­ção dire­ci­o­na­da para a indus­tri­a­li­za­ção, demons­tram o gran­de poten­ci­al de cres­ci­men­to da pecuá­ria lei­tei­ra nes­ta uni­da­de da Federação. 

“Con­si­de­ran­do todo esse poten­ci­al, a ado­ção de tec­no­lo­gi­as pre­co­ni­za­das para as con­di­ções espe­cí­fi­cas do Esta­do pro­pi­ci­a­rá expo­nen­ci­al ganho de pro­du­ti­vi­da­de aos pro­du­to­res de lei­te ron­do­ni­en­ses”, des­ta­ca o res­pon­sá­vel pela ati­vi­da­de do pro­je­to Transtec.


Con­for­me dados da Pes­qui­sa Pecuá­ria Muni­ci­pal (PPM), do IBGE, a pro­du­ção de lei­te em Rondô­nia em 2019 foi de 1,1 bilhão de litros, sen­do o mai­or pro­du­tor da Região Nor­te e o séti­mo mai­or pro­du­tor do Bra­sil. Em 2020, a pro­du­ção foi de 999 milhões de litros, ain­da ocu­pan­do a pri­mei­ra posi­ção no ran­king da Região Nor­te e a nona posi­ção no ran­king naci­o­nal. É impor­tan­te escla­re­cer que os dados são do IBGE e que a Embra­pa não faz cole­ta de dados pri­má­ri­os des­sa natureza.

Além do melhoramento genético do rebanho, o produtor também é orientado em outras tecnologias para os animais expressarem todo o seu potencial produtivo

Luiz Francisco M. Pfeifer: “Temos realizado muitas pesquisas para desenvolver soluções e indicar práticas/processos para os principais problemas da pecuária de leite em Rondônia, como sanidade da glândula mamária e qualidade do leite, eficiência reprodutiva, comportamento animal e ambiência e manejo de pastagens”

“Temos ain­da um exten­so cami­nho para per­cor­rer até que o reba­nho de lei­te de Rondô­nia e sua pro­du­ção evo­lu­am de for­ma sig­ni­fi­ca­ti­va. Temos rea­li­za­do mui­tas pes­qui­sas para desen­vol­ver solu­ções e indi­car práticas/processos para os prin­ci­pais pro­ble­mas do sis­te­ma de pro­du­ção de lei­te de Rondô­nia, espe­ci­al­men­te solu­ções nas áre­as abor­da­das pelo Pro­je­to Trans­tec: sani­da­de da glân­du­la mamá­ria e qua­li­da­de do lei­te, efi­ci­ên­cia repro­du­ti­va, com­por­ta­men­to ani­mal e ambi­ên­cia e mane­jo de pas­ta­gens”, apon­ta Luiz Fran­cis­co Macha­do Pfei­fer, pes­qui­sa­dor da Embra­pa Rondô­nia, res­pon­sá­vel pela ati­vi­da­de e coor­de­na­dor-geral do projeto.

Ele obser­va que, inde­pen­den­te­men­te das des­co­ber­tas que estão fazen­do com o trans­cor­rer do pro­je­to, se a cadeia do lei­te esti­ves­se uti­li­zan­do as tec­no­lo­gi­as que já estão dis­po­ní­veis, cer­ta­men­te a bovi­no­cul­tu­ra lei­tei­ra em Rondô­nia esta­ria em outros pata­ma­res de pro­du­ção e produtividade.

“A ati­vi­da­de lei­tei­ra na Amazô­nia ain­da é carac­te­ri­za­da por bai­xos índi­ces pro­du­ti­vos e repro­du­ti­vos. Segun­do os dados mais recen­tes do IBGE, uma vaca pro­duz em média 1.400 kg de lei­te por lac­ta­ção, o que sig­ni­fi­ca, em média, ape­nas 4,5 kg/leite/dia. Temos poten­ci­al para ele­var con­si­de­ra­vel­men­te esses núme­ros. Como já dis­se­mos, é fun­da­men­tal que as tec­no­lo­gi­as sejam ado­ta­das pelo pro­du­tor e, para isso, é neces­sá­rio um esfor­ço con­jun­to de todos os elos da cadeia pro­du­ti­va do lei­te. Mui­to já tem sido fei­to”, diz Pfeifer.

O pes­qui­sa­dor faz ques­tão de des­ta­car tam­bém que a dis­se­mi­na­ção de inse­mi­na­ção arti­fi­ci­al é um exem­plo típi­co de tec­no­lo­gia que, a médio pra­zo, pode auxi­li­ar a mudar esse cená­rio. Entre­tan­to, não adi­an­ta melho­rar a gené­ti­ca do reba­nho sem o uso das tec­no­lo­gi­as de supor­te, que per­mi­ti­rão que o reba­nho expres­se todo o poten­ci­al produtivo.

“Para se ter uma ideia, con­for­me o últi­mo cen­so da Asso­ci­a­ção Bra­si­lei­ra de Inse­mi­na­ção Arti­fi­ci­al (Asbia), Rondô­nia inse­mi­na ape­nas cer­ca de 3% das fême­as de lei­te, enquan­to a média naci­o­nal é de 10,7%. Cer­ta­men­te pre­ci­sa­mos e pode­mos melho­rar esses núme­ros, pois terão impac­to sig­ni­fi­ca­ti­vo na pro­du­ção de lei­te, pro­du­ti­vi­da­de e lucra­ti­vi­da­de das pro­pri­e­da­des lei­tei­ras”, ava­lia o coor­de­na­dor do Transtec.

Dois eixos de tra­ba­lho – Segun­do os pes­qui­sa­do­res da Embra­pa Rondô­nia, o pro­je­to Trans­tec pos­sui dois gran­des eixos de tra­ba­lho, as ações de pes­qui­sa e as ações de trans­fe­rên­cia de tec­no­lo­gia (TT). As ações de TT pre­vis­tas envol­vem inte­ra­ções pre­sen­ci­ais, o que duran­te este perío­do ini­ci­al do pro­je­to não foi pos­sí­vel exe­cu­tar por cau­sa das ques­tões de saú­de públi­ca e segu­ran­ça no que tan­ge à pre­ven­ção e ao com­ba­te à epi­de­mia de covid-19. 

Des­ta for­ma, visan­do à segu­ran­ça de todos os envol­vi­dos, quer sejam fun­ci­o­ná­ri­os da Embra­pa, par­cei­ros, téc­ni­cos de Assis­tên­cia Téc­ni­ca e Exten­são Rural (Ater) e os pró­pri­os pro­du­to­res, têm sido cum­pri­das as deli­be­ra­ções dos gover­nos fede­ral, esta­du­ais e muni­ci­pais, que limi­tam a exe­cu­ção des­sas ações. Assim, foram neces­sá­ri­os ajus­tes no cro­no­gra­ma, de for­ma que a nova pre­vi­são é de que estas uni­da­des sejam implan­ta­das nes­te ano. 

“Estão pre­vis­tas 11 uni­da­des no Esta­do, além da uni­da­de de refe­rên­cia ins­ta­la­da no Cam­po Expe­ri­men­tal da Embra­pa em Por­to Velho, que, mes­mo nes­te momen­to de res­tri­ções, segue sen­do con­du­zi­da para, assim que per­mi­ti­do, pos­sa­mos uti­li­zá-la nas ações de trans­fe­rên­cia de tec­no­lo­gia com a pre­sen­ça de téc­ni­cos e pro­du­to­res”, infor­ma Rhu­an de Lima, acres­cen­tan­do que a pre­vi­são é de que as demais 11 uni­da­des sejam cons­truí­das em áre­as de pro­du­to­res par­cei­ros nos muni­cí­pi­os de Ouro Pre­to D’Oeste, Jaru, Ji-Para­ná, Nova Mamo­ré, Uru­pá, Caco­al, Gover­na­dor Jor­ge Tei­xei­ra, Espi­gão D’Oeste, Macha­di­nho D’Oeste, São Miguel do Gua­po­ré e Rolim de Moura.

Com o melhoramento genético orientado, as bezerras terão maior potencial produtivo do que suas mães

De acor­do com aná­li­se da Embra­pa-RO, os impac­tos pre­vis­tos das ações de trans­fe­rên­cia de tec­no­lo­gia são for­te­men­te sig­ni­fi­ca­ti­vos no con­tex­to da cadeia pro­du­ti­va da bovi­no­cul­tu­ra de lei­te no Esta­do. Esti­ma-se, por exem­plo, a capa­ci­ta­ção de mais de 125 téc­ni­cos atu­an­tes em Ater ao lon­go dos cin­co anos de pro­je­to, ação que indi­re­ta­men­te tem capa­ci­da­de de atin­gir 3.750 pro­du­to­res, ao con­si­de­rar que um téc­ni­co pres­te assis­tên­cia, em média, para 30 propriedades. 

O alcan­ce des­se impac­to, segun­do a equi­pe de pes­qui­sa­do­res envol­vi­da com o pro­je­to, não se limi­ta ape­nas à capa­ci­ta­ção dos téc­ni­cos. Tam­bém as Uni­da­des de Refe­rên­cia Tec­no­ló­gi­ca (URTs) terão papel de dis­se­mi­nar tec­no­lo­gi­as no seu entorno/região, ao serem uti­li­za­das para dias de cam­po com o intui­to de rece­ber visi­tan­tes para apre­sen­ta­ção e sen­si­bi­li­za­ção no empre­go de tec­no­lo­gi­as ade­qua­das às con­di­ções eda­fo­cli­má­ti­cas de Rondô­nia. O Trans­tec pre­vê ain­da a rea­li­za­ção de semi­ná­ri­os téc­ni­co-cien­tí­fi­cos capa­zes de atin­gir, além de téc­ni­cos, outros ato­res da cadeia, a exem­plo de docen­tes e aca­dê­mi­cos, sen­do estes últi­mos os pró­xi­mos pro­fis­si­o­nais que vão atu­ar a campo. 

Como apro­vei­tar o poten­ci­al da for­ra­gei­ra – Nes­se pro­je­to, que tem dura­ção de 60 meses, a Embra­pa vai coor­de­nar diver­sas ações que visam desen­vol­ver tec­no­lo­gi­as e aumen­tar a pro­du­ti­vi­da­de do reba­nho lei­tei­ro em Rondô­nia. Den­tre os focos des­sas ações estão as estra­té­gi­as e as fer­ra­men­tas para for­ma­ção e mane­jo de pas­ta­gens, como expli­ca a pes­qui­sa­do­ra Ana Kari­na Dias Sal­man, “pois, nos sis­te­mas típi­cos do Esta­do, a pas­ta­gem é o prin­ci­pal recur­so ali­men­tar do reba­nho leiteiro”.

Ela obser­va que no pro­je­to Trans­tec estão pre­vis­tas ações que con­tem­plem, entre outras medi­das, a reco­men­da­ção de pas­ta­gens que pro­mo­vam melho­ria da capa­ci­da­de pro­du­ti­va, além de téc­ni­cas de mane­jo que pos­sam melho­rar o uso do recur­so for­ra­gei­ro. “Uma pas­ta­gem bem mane­ja­da for­ne­ce­rá ali­men­to de melhor qua­li­da­de aos ani­mais e isso se refle­ti­rá na pro­du­ção de lei­te no bal­de”, res­sal­ta. Em sua ava­li­a­ção, tan­to os pes­qui­sa­do­res da Embra­pa-RO quan­to os pro­du­to­res de lei­te par­tem do prin­cí­pio de que a base da ali­men­ta­ção do reba­nho deva ser em um pas­to bem mane­ja­do. Entre­tan­to, no perío­do de escas­sez de chu­vas, a qua­li­da­de nutri­ci­o­nal dos pas­tos dimi­nui, sen­do pre­ci­so então pen­sar em alter­na­ti­vas para a suple­men­ta­ção volu­mo­sa nes­se perío­do, a fim de man­ter a produtividade.

Ana Karina: “Uma pastagem bem manejada fornecerá alimento de melhor qualidade aos animais e isso se refletirá na produção de leite”

Em vacas em lactação da raça Girolando com acesso à sombra, a produção diária de leite foi até 7% maior em relação às vacas que ficam a pleno sol

“Atu­al­men­te, além das tec­no­lo­gi­as con­ven­ci­o­nais, como o for­ne­ci­men­to do capim-ele­fan­te pica­do no cocho mis­tu­ra­do ou não com cana- de-açú­car, cana+ureia, sila­gem de milho ou sor­go, a Embra­pa lan­çou a cul­ti­var BRS Capi­a­çu, um clo­ne de capim-ele­fan­te (Pen­ni­se­tum pur­pu­reum Schum) de alto ren­di­men­to para suple­men­ta­ção volu­mo­sa na for­ma de sila­gem ou pica­do ver­de”, obser­va Ana Kari­na, acres­cen­tan­do que, devi­do a seu ele­va­do poten­ci­al de pro­du­ção (50t/ha/ano), essa cul­ti­var tam­bém pode ser uti­li­za­da para a pro­du­ção de bio­mas­sa ener­gé­ti­ca. Tem por­te alto (até 4,2 metros de altu­ra), se des­ta­can­do pela pro­du­ti­vi­da­de e pelo valor nutri­ti­vo quan­do com­pa­ra­da com outras cul­ti­va­res de capim-elefante. 

A sila­gem des­se capim, segun­do a pes­qui­sa­do­ra, cons­ti­tui uma alter­na­ti­va mais bara­ta para suple­men­ta­ção do pas­to no perío­do da seca. Além des­sa reco­men­da­ção, o pro­du­tor não pode dei­xar de suple­men­tar com ração con­cen­tra­da, prin­ci­pal­men­te as vacas com mai­or poten­ci­al pro­du­ti­vo. Para ori­en­tar téc­ni­cos e pro­du­to­res na for­mu­la­ção de die­tas com a opção de uso de ingre­di­en­tes regi­o­nais, a Embra­pa Rondô­nia dis­po­ni­bi­li­za gra­tui­ta­men­te a segun­da edi­ção do manu­al prá­ti­co de for­mu­la­ção de ração para vacas lei­tei­ras (https://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/infoteca/bitstream/doc/1123902/1/cpafro-18428-doc167.pdf).

É pre­ci­so res­sal­tar que, além de uma ali­men­ta­ção ade­qua­da, deve-se estar aten­to ao con­for­to tér­mi­co do reba­nho. Ani­mais em pas­ta­gens não som­bre­a­das gas­tam mui­ta ener­gia para regu­lar a tem­pe­ra­tu­ra cor­po­ral e isso com­pro­me­te sua capa­ci­da­de de con­su­mo, o apro­vei­ta­men­to do ali­men­to e, con­se­quen­te­men­te, a pro­du­ti­vi­da­de. “Obser­va­mos aqui, em nos­so cam­po expe­ri­men­tal de Por­to Velho, que, em áre­as de pas­ta­gem arbo­ri­za­das com euca­lip­to, novi­lhas da raça Giro­lan­do apre­sen­tam mai­or ganho de peso e redu­ção de até 50% no tem­po de inges­tão de água em rela­ção aos ani­mais que ficam em pas­ta­gem a ple­no sol”, reve­la a pes­qui­sa­do­ra envol­vi­da com pro­je­to Transtec.

Ana Kari­na apon­ta tam­bém que, no caso das vacas em lac­ta­ção da raça Giro­lan­do com aces­so à som­bra, a pro­du­ção diá­ria de lei­te foi de 6% a 7% mai­or em rela­ção àque­las que esta­vam em pas­ta­gem a ple­no sol. “Por essa razão, reco­men­da­mos que téc­ni­cos e pro­du­to­res con­sul­tem a lis­ta de espé­ci­es arbó­re­as nati­vas da Amazô­nia com poten­ci­al para som­bre­a­men­to de pas­ta­gem dis­po­ni­bi­li­za­da no Apli­ca­ti­vo Arbo­pas­to (https://arbopasto.cpafro.embrapa.br/)”, finaliza.

AÇÕES DE PESQUISA

 
Pas­ta­gem –
Está pre­vis­to no Trans­tec o desen­vol­vi­men­to e a vali­da­ção de for­ra­gei­ras com foco em ame­ni­zar a pro­ble­má­ti­ca da degra­da­ção de pas­ta­gens, prin­ci­pal­men­te a que está rela­ci­o­na­da com ocor­rên­cia da sín­dro­me da mor­te do capim-bra­qui­a­rão (SMB) e a cigarrinha-das-pastagens.

Repro­du­ção – Tam­bém há pre­vi­são de desen­vol­ver fer­ra­men­tas para mane­jo repro­du­ti­vo de vacas lei­tei­ras em con­di­ções de estres­se nutri­ci­o­nal e caló­ri­co, con­si­de­ran­do as con­di­ções cli­má­ti­cas pre­do­mi­nan­tes em Rondô­nia. Este aspec­to mere­ce des­ta­que, ten­do em vis­ta que a ven­da de bezer­ros é uma impor­tan­te fon­te de ren­da na ati­vi­da­de, assim como uma boa taxa de pre­nhez inter­fe­re dire­ta­men­te na pro­du­ção de leite.

Qua­li­da­de do lei­te – Ati­vi­da­des para o moni­to­ra­men­to tem­po­ral e espa­ci­al dos indi­ca­do­res de qua­li­da­de do lei­te, ras­tre­a­men­to dos pon­tos crí­ti­cos de con­ta­mi­na­ção micro­bi­o­ló­gi­ca da maté­ria-pri­ma em uni­da­des de pro­du­ção e ava­li­a­ção de prá­ti­cas para redu­ção da micro­bi­o­ta dete­ri­o­ran­te do lei­te fazem par­te do projeto.

TRANS­FE­RÊN­CIA DE TEC­NO­LO­GIA E COMU­NI­CA­ÇÃO – Con­co­mi­tan­te­men­te às ações de pes­qui­sa, estão pre­vis­tas ati­vi­da­des para a ins­ta­la­ção de 11 Uni­da­des de Refe­rên­cia Tec­no­ló­gi­ca, que serão uti­li­za­das como fer­ra­men­ta para dis­se­mi­na­ção e demons­tra­ção de tec­no­lo­gi­as já desen­vol­vi­das pela Embra­pa para uso em sis­te­mas de pro­du­ção de lei­te a pas­to. A sele­ção de tec­no­lo­gi­as a serem ado­ta­das em cada URT será fei­ta com base em um diag­nós­ti­co ini­ci­al do sis­te­ma uti­li­za­do em cada pro­pri­e­da­de e a ado­ção será rea­li­za­da por um téc­ni­co com base em um pla­no tra­ba­lho ela­bo­ra­do pela Embra­pa Rondô­nia. Tam­bém faz par­te des­sas ações a qua­li­fi­ca­ção de téc­ni­cos para assis­tên­cia em uni­da­des de pro­du­ção de lei­te em Rondô­nia, tan­to de ins­ti­tui­ções públi­cas como privadas.