balde branco

Ao contrário do senso comum, o elo fraco da cadeia pro­dutiva do leite é a indústria de laticínios. Já o segmento de produção primária é o elo forte, o inovador, o que dinamiza toda a cadeia. Você concorda?

Um feito que mudou a trajetória evolutiva da espécie humana foi ela ter criado a agropecuária. Isso permitiu que o homem deixasse de ser nômade, e a consequência é que a nossa espécie passou a dominar a natureza, domesticando plantas e animais. A criação da agropecuária foi a primeira evolução que nos possibilitou acumular excedentes, ou seja, ter disponíveis bens em quantidade superior à necessidade de consumo imediato.

Além de reduzir incertezas quanto à alimentação em curto prazo, esse feito mudou a maneira de o homem conceber a vida, ao incorporar a ideia de produzir e não consumir tudo no mesmo período. Portanto, uma parte da produção poderia ser poupada para consumo futuro, simplesmente porque começou a existir sobras. Aprendemos que a poupança de hoje é mais que a renúncia ao consumo. É o investimento de amanhã. Isso se incorporou ao nosso dia a dia. Afinal, quando você deixa de consumir parte da sua renda hoje, você está poupando e criando possibilidade de investir no futuro.

Então, a agropecuária ensinou ao homem que é possível e necessário acumular riquezas. Mais do que isso, ensinou que na vida há o tempo de plantar e o tempo de colher. Ensinou que não se colhe o que não se planta. Ensinou que a vida é feita de escolhas. Ensinou, ainda, que há regras a serem seguidas em todo processo produtivo e o primeiro ato é planejar. Sim, a agropecuária também ensinou que é preciso gerir o tempo e os recursos escassos. Não sem propósito, a base dos conceitos clássicos da ciência econô­mica e da administração está alicerçada em re­lações que foram observadas na agropecuária.

Confira a coluna completa na edição de janeiro de Balde Branco

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