Orçamento determina a boa gestão da empresa rural - Digital Balde Branco

Enten­de-se como orça­men­to um pla­no de aqui­si­ções e o uso de recur­sos. Sua boa ela­bo­ra­ção defi­ne o pre­sen­te e o futu­ro de uma fazen­da. Com­ple­men­tan­do, o flu­xo de cai­xa fun­ci­o­na como agen­da de com­pro­mis­sos financeiros


Cada vez mais se tor­na neces­sá­ria a pro­fis­si­o­na­li­za­ção do agro­ne­gó­cio, com o pro­du­tor tra­tan­do sua pro­pri­e­da­de como uma empre­sa. Tal dis­po­si­ção exi­ge dele uma visão admi­nis­tra­ti­vo-finan­cei­ra do negó­cio em que está envol­vi­do. Nes­se sen­ti­do, algu­mas fer­ra­men­tas podem auxi­liá-lo na ges­tão e na melho­ria do con­tro­le da ati­vi­da­de. Duas delas são fun­da­men­tais: orça­men­to e flu­xo de caixa.

Sobre o orça­men­to, este deve ser enten­di­do como um pla­no detalha¬do de aqui­si­ções e uso de recur­sos mate­ri­ais e finan­cei­ros. Per­mi­te que o res­pon­sá­vel pelo con­tro­le finan­cei­ro – quer seja empre­sá­rio, ges­tor ou téc­ni­co – acom­pa­nhe o flu­xo de recur­sos da fazen­da. Repre­sen­ta um pla­no para o futu­ro, expres­so em ter­mos quan­ti­ta­ti­vos e for­mais. O orça­men­to tem uma gran­de liga­ção com o lon­go pra­zo da empre­sa e a con­ti­nu­a­ção da orga­ni­za­ção, pois tam­bém pos­si­bi­li­ta esta­be­le­cer o elo geren­ci­al entre a atu­a­ção de cur­to pra­zo e estra­té­gi­as maiores.

Estra­te­gi­ca­men­te o orça­men­to é mui­to impor­tan­te, pois per­mi­te que o empre­sá­rio tra­ce metas para a com­pra de mercadorias/insumos, ven­das de ani­mas em perío­dos mais pro­pí­ci­os etc. Ao implan­tar a meto­do­lo­gia de ges­tão por resul­ta­dos em uma pro­pri­e­da­de rural, é comum que sejam levan­ta­dos ques­ti­o­na­men­tos como:
— Quais são os pri­mei­ros pas­sos para se ela­bo­rar um orça­men­to? Como pro­je­tar os valo­res de recei­tas, cus­tos e despesas?
— Quem deve par­ti­ci­par da ela­bo­ra­ção do orçamento?
— Como che­car o orça­men­to pro­je­ta­do ver­sus o realizado?

Estas são algu­mas per­gun­tas fun­da­men­tais a serem res­pon­di­das para que se tenha efi­cá­cia na cons­tru­ção do orça­men­to. Para todas elas é fun­da­men­tal que os três pila­res bási­cos da ges­tão – lide­ran­ça, conhe­ci­men­to téc­ni­co e fer­ra­men­tas de ges­tão – este­jam devi­da­men­te ali­nha­dos e consolidados.

Quan­do se alme­ja cons­truir um orça­men­to deve-se ter como pon­to de par­ti­da qual é o resul­ta­do dese­ja­do. É comum iden­ti­fi­car pla­ne­ja­men­tos orça­men­tá­ri­os fei­tos sem que seja ava­li­a­do o resul­ta­do a ser atin­gi­do. Na ges­tão por resul­ta­do, o orça­men­to par­ti­rá ten­do como base o resul­ta­do finan­cei­ro e econô­mi­co pre­vi­a­men­te defi­ni­do pelo proprietário.

Leia a ínte­gra des­ta maté­ria na edi­ção Bal­de Bran­co 625, de novem­bro 2016

Rolar para cima