Piracanjuba: unidade no Paraná terá maior fábrica de queijos do país - Digital Balde Branco

CURTAS

Piracanjuba: unidade no Paraná terá maior fábrica de queijos do país

São Jor­ge D’Oeste, muni­cí­pio com pou­co mais de 9 mil habi­tan­tes, no sudo­es­te do Para­ná, vai abri­gar a mai­or fábri­ca de quei­jos do Bra­sil. A uni­da­de é da Pira­can­ju­ba e fica­rá em um espa­ço de 48,74 hec­ta­res, nas mar­gens da PR-281. O anún­cio foi fei­to no dia 21 de julho, em sole­ni­da­de com a pre­sen­ça do gover­na­dor do Para­ná, Car­los Mas­sa Rati­nho Júni­or. A pre­vi­são ini­ci­al de inves­ti­men­to é de R$ 80 milhões e a expec­ta­ti­va é de gera­ção de 300 empre­gos dire­tos. Ini­ci­al­men­te, a fábri­ca deve­rá pro­ces­sar cer­ca de 600 mil litros de lei­te por dia. Porém, a capa­ci­da­de de pro­ces­sa­men­to da uni­da­de vai ultra­pas­sar os 2 milhões de litros por dia quan­do esti­ver em ple­no funcionamento.

Vem aí o IDEAS FOR MILK 2020

“A pan­de­mia do novo coro­na­ví­rus não vai inter­rom­per o Ide­as for Milk, con­si­de­ra­do hoje o mai­or even­to que envol­ve novas tec­no­lo­gi­as para a cadeia pro­du­ti­va do lei­te no Bra­sil”, garan­te o che­fe-geral da Embra­pa Gado de Lei­te, Pau­lo do Car­mo Mar­tins. “Tere­mos que nos adap­tar ao ‘novo nor­mal’ e algu­mas ações vão ocor­rer à dis­tân­cia, de for­ma onli­ne”, com­ple­ta. O Desa­fio de Star­tups é o pon­to alto do Ide­as for Milk. A expec­ta­ti­va de Mar­tins é que ele ocor­ra no dia 20 de novem­bro, em São Pau­lo, no Cubo (espa­ço de empre­en­di­men­to do ban­co Itaú), de for­ma pre­sen­ci­al, toman­do todas as medi­das de saú­de e dis­tan­ci­a­men­to reco­men­da­das pela Orga­ni­za­ção Mun­di­al de Saú­de para evi­tar o con­tá­gio pelo novo coro­na­ví­rus. Dele, par­ti­ci­pam pro­je­tos de jovens empre­en­de­do­res de todo o País. Os melho­res pro­je­tos ino­va­do­res são conhe­ci­dos no desa­fio final, quan­do cada star­tup é apre­sen­ta­da e ava­li­a­da pelo públi­co pre­sen­te, que inclui repre­sen­tan­tes de empre­sas, inves­ti­do­res, pes­qui­sa­do­res, estu­dan­tes e produtores.

Gadolando: melhor preço do leite ajuda produtor gaúcho a pagar as contas

A melho­ra dos pre­ços do lei­te nos últi­mos meses tem ser­vi­do de alen­to ao pro­du­tor gaú­cho. A ava­li­a­ção é do pre­si­den­te da Asso­ci­a­ção dos Cri­a­do­res de Gado Holan­dês do Rio Gran­de do Sul (Gado­lan­do), Mar­cos Tang. Para o diri­gen­te, nes­te momen­to difí­cil, no qual ain­da se sen­tem os efei­tos da esti­a­gem, está sen­do pos­sí­vel ao menos pagar as con­tas. Segun­do ele, há pro­du­to­res rece­ben­do R$ 1,70 pelo litro e alguns até per­to de R$ 2,00 por litro do lei­te. Mes­mo que ain­da não haja uma lucra­ti­vi­da­de, os cri­a­do­res estão pelo menos cobrin­do cus­tos. “Quem con­se­guiu fazer suas pas­ta­gens e man­ter seu reba­nho está con­se­guin­do um retor­no para pagar as con­tas. Que­re­mos remu­ne­ra­ção jus­ta ao nos­so pro­du­to e nes­ta fase esta­mos bem nes­ta con­ta. Espe­ra­mos que esses pre­ços per­du­rem, pois tive­mos mui­tas per­das no pri­mei­ro semes­tre”, observa.

Adoção da suplementação animal deve ser planejada e criteriosa 

Essa é reco­men­da­ção de espe­ci­a­lis­ta da Embra­pa Pecuá­ria Sudes­te, em São Car­los (SP), pois as tem­pe­ra­tu­ras bai­xas e a fal­ta de chu­vas duran­te o inver­no inter­fe­rem sig­ni­fi­ca­ti­va­men­te no rit­mo de cres­ci­men­to das pas­ta­gens e na qua­li­da­de.  De acor­do com o pes­qui­sa­dor Feli­pe Tona­to, além de dimi­nuir a quan­ti­da­de de for­ra­gem exis­ten­te, a com­po­si­ção nutri­ci­o­nal cai em fun­ção do enve­lhe­ci­men­to dos teci­dos vege­tais. “Se não hou­ver algum tipo de suple­men­ta­ção (volu­mo­sa ou con­cen­tra­da), o desem­pe­nho, o cres­ci­men­to e o desen­vol­vi­men­to dos ani­mais são redu­zi­dos”, expli­ca. Tona­to infor­ma que a suple­men­ta­ção não é uma estra­té­gia bara­ta e deman­da conhe­ci­men­to téc­ni­co e inves­ti­men­tos em insu­mos, infra­es­tru­tu­ra, ins­ta­la­ções, máqui­nas e equi­pa­men­tos. Des­sa for­ma, a deci­são de suple­men­tar deve ser toma­da de for­ma criteriosa.

Girolando lança selos para chancelar leilões da raça

A par­tir des­te segun­do semes­tre, os lei­lões da raça Giro­lan­do pode­rão con­tar com a chan­ce­la da Asso­ci­a­ção Bra­si­lei­ra dos Cri­a­do­res de Giro­lan­do. A enti­da­de ins­ti­tuiu dois Selos: Lei­lão Homo­lo­ga­do e Lei­lão Apoi­a­do. A ini­ci­a­ti­va visa ori­en­tar e fomen­tar a comer­ci­a­li­za­ção de ani­mais Giro­lan­do regis­tra­dos em todo o País, auxi­li­an­do tam­bém o pro­du­tor na divul­ga­ção do even­to. Na cate­go­ria Lei­lões Homo­lo­ga­dos, o even­to pode­rá con­tar com a par­ti­ci­pa­ção de um téc­ni­co da enti­da­de que fará os comen­tá­ri­os sobre os ani­mais ofer­ta­dos. O selo garan­te que todos os exem­pla­res Giro­lan­do ofer­ta­dos no lei­lão têm Gene­a­lo­gia Conhe­ci­da – Livro Fecha­do, assim como os lotes de aspi­ra­ções, pre­nhe­zes e embriões. Já a cate­go­ria Lei­lões Apoi­a­dos pode­rá ofer­tar ani­mais regis­tra­dos Livro Fecha­do e tam­bém de Gene­a­lo­gia Des­co­nhe­ci­da (GD), conhe­ci­dos tam­bém como “LA – Livro Aber­to”. Nes­se caso, não have­rá a obri­ga­to­ri­e­da­de de vis­to­ria dos exem­pla­res antes do even­to. Os inte­res­sa­dos em usar os selos em seus even­tos podem pro­cu­rar o setor de Pro­je­tos da Giro­lan­do, pelo e‑mail projetos@girolando.com.br ou pelo tele­fo­ne (31) 99363–1031 (what­sapp).

Ministério da Cidadania viabilizará R$ 130 milhões em compras de leite de pequenos produtores 

Foi publi­ca­da a Reso­lu­ção nº 82, em 1º de julho de 2020, do Minis­té­rio da Cidadania/Secretaria Espe­ci­al do Desen­vol­vi­men­to Soci­al, que esta­be­le­ce as nor­mas que regem a moda­li­da­de Incen­ti­vo à Pro­du­ção e ao Con­su­mo de Lei­te PAA-Lei­te do Pro­gra­ma de Aqui­si­ção de Ali­men­tos-PAA e via­bi­li­za a aqui­si­ção de R$ 130 milhões em lei­te. O PAA Lei­te apoia agri­cul­to­res fami­li­a­res no Nor­des­te e muni­cí­pi­os do nor­te e nor­des­te de Minas Gerais. Esta é uma das medi­das pro­pos­tas pelo Minis­té­rio da Agri­cul­tu­ra, com par­ti­ci­pa­ção e apoio de enti­da­des como a Abra­lei­te no com­ba­te aos pro­ble­mas gera­dos pela pandemia.

“De vilões a heróis”, queijos puxam valor de referência do leite, avalia UFPR

Após terem che­ga­do ao menor pata­mar de pre­ço do ano em maio, os quei­jos tive­ram uma valo­ri­za­ção acen­tu­a­da ao lon­go dos últi­mos 40 dias e puxa­ram o valor de refe­rên­cia do pre­ço no mer­ca­do para­na­en­se. O prin­ci­pal des­ta­que foi a muça­re­la, cujo pre­ço médio aumen­tou 47,5% do iní­cio de maio a 7 de julho, che­gan­do ao seu segun­do mai­or pata­mar em dez anos. Os dados foram apre­sen­ta­dos em reu­nião vir­tu­al do Con­se­lho Pari­tá­rio Produtores/Indústria do Para­ná (Con­se­lei­te-PR), rea­li­za­do no dia 21 de julho. O cole­gi­a­do apro­vou o valor de refe­rên­cia pro­je­ta­do de R$ 1,6986, para o lei­te entre­gue em julho a ser pago em agos­to. “É impres­si­o­nan­te a vari­a­bi­li­da­de que este deri­va­do (a muça­re­la) teve no perío­do. Os quei­jos, que eram os vilões, pas­sa­ram a heróis”, com­pa­rou José Rober­to Can­zi­a­ni, da Uni­ver­si­da­de Fede­ral do Para­ná (UFPR), um dos res­pon­sá­veis pelo levantamento.

Produtores e indústria se unem em defesa da igualdade tributária em SC

Cer­ca de 100 pro­du­to­res rurais e 40 repre­sen­tan­tes da indús­tria lác­tea de San­ta Cata­ri­na par­ti­ci­pa­ram, no dia 24 de julho, da reu­nião do Con­se­lho Pari­tá­rio de Pro­du­to­res e Indús­tri­as de Lei­te do Esta­do (Con­se­lei­te) para deba­ter for­mas de tor­nar a cadeia lei­tei­ra cata­ri­nen­se mais com­pe­ti­ti­va. De acor­do com dados do Con­se­lei­te, o Esta­do está per­den­do com­pe­ti­ti­vi­da­de por apre­sen­tar dis­pa­ri­da­de em rela­ção às demais uni­da­des da Fede­ra­ção no Impos­to ICMS. Há uma dife­ren­ça de seis pon­tos per­cen­tu­ais a mais des­se impos­to na hora da ven­da do pro­du­to UHT cata­ri­nen­se para o Para­ná e o Rio Gran­de do Sul, em fun­ção das subs­ti­tui­ções tri­bu­tá­ri­as cri­a­das pelos gover­nos gaú­cho e para­na­en­se para pro­te­ger a indús­tria local, enquan­to não há dife­ren­ci­a­ção na cobran­ça do impos­to para entra­da do lei­te lon­ga vida de fora de San­ta Cata­ri­na. Para igua­lar a tri­bu­ta­ção, o setor rei­vin­di­ca do gover­no cata­ri­nen­se cré­di­to pre­su­mi­do de 4% na entra­da do lei­te cru in natu­ra, inclu­si­ve para as saí­das de lei­te UHT e 7% nas saí­das inte­res­ta­du­ais de pro­du­tos lác­te­os para o Nor­te, Nor­des­te e Cen­tro Oeste.

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