balde branco

O modelo de negócio adotado na Casa de Leite visa atender a um mercado cada vez mais exigente, aproximando o consumidor do setor produtivo e valorizando o bem-estar animal

Por Romualdo Venâncio

Próximo das 13 h, o gado já começa a chegar para a segunda das três ordenhas realizadas diariamente na Casa de Leite, propriedade de 25 ha localizada na cidade mineira de Lagoa da Prata. Como essa coleta se dá no período mais quente do dia – as outras acontecem às 4 h e às 20 h –, há um cuidado maior com o conforto das vacas, a exemplo dos aspersores instalados na sala de espera para garantir uma temperatura adequada.

Além disso, as vacas são embaladas por uma trilha sonora composta por versões de sucessos de grandes nomes da música internacional, como Paul McCartney, Bee Gees, Beatles, Amy Winehouse, e até Guns N’ Roses, mas com moderação. O bem-estar, tanto do rebanho quanto das pessoas, é uma das premissas deste projeto iniciado há pouco mais de dois anos e meio sob o conceito de “fazenda-bistrô”.

O casal Bárbara Bernardes e Fernando Gavaia está à frente do empreendimento, que surgiu a partir de uma oportunidade de mercado: a necessidade cada vez maior de os consumidores finais conhecerem como são produzidos os alimentos que levam para suas casas. Ela é publicitária e desenvolvia campanhas para marcas importantes do setor alimentício, enquanto Gavaia, engenheiro de alimentos especializado em Boas Práticas de Fabricação, trabalhava em uma multinacional com a missão de garantir que os produtos fossem mais frescos e saudáveis.

Ambos queriam novos significados para o que faziam. Daí veio o novo propósito profissional e de vida: produzir leite em quantidades significativas com respeito aos animais, aos seres humanos e ao meio ambiente, visando à lucratividade por meio do aumento do valor percebido pelo produto final. A evolução do projeto e os índices zootécnicos mostram que, na prática, a ideia está dando certo.

Atualmente, a Casa de Leite conta com um rebanho de 355 cabeças, na maioria, da raça Holandesa. Também há exemplares Girolando, mais voltados à comercialização. Em lactação estão 150 fêmeas, com produção média diária de 33,5 litros, ou seja, pouco mais de 5.000 litros de leite coletados todos os dias (há um ano e meio, esse volume era de 2.500 litros). A armazenagem dispõe de dois tanques de expansão, um de 2.500 litros e outro de 5.500 litros. O leite todo é comprado pela Embaré, que faz a coleta diariamente.

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Leia a íntegra desta matéria na edição Balde Branco 637, de novembro 2017

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