Produzir qualidade com felicidade graças à tecnologia - Digital Balde Branco
revista-balde-branco-tecnologias-01-ed678

O projeto de energia fotovoltaica da Fazenda Ponte Alta é “personalizado”, com os painéis formando as iniciais SRN (Sérgio Rodrigues Nunes)

TECNOLOGIAS

Produzir qualidade

com felicidade graças à tecnologia

Produtores mostram que é possível melhorar a qualidade de vida e o desempenho das fazendas com a adoção de tecnologias de última geração, como robôs de ordenha, colares de monitoramento e painéis de energia solar 

Erick Henrique

Com a tec­no­lo­gia 4.0, a cadeia do lei­te pode redu­zir cus­tos e melho­rar mar­gens, e resol­ver ati­vi­da­des do dia a dia com mai­or con­fi­a­bi­li­da­de. As ino­va­ções que mos­tra­re­mos a seguir são mui­to impor­tan­tes para a evo­lu­ção da pecuá­ria lei­tei­ra, pois, segun­do o pro­du­tor Mar­ce­lo Mal­do­na­do Cas­so­li, o que não se mede não se con­tro­la. “Não há cami­nho alter­na­ti­vo se não a ade­qua­da efi­ci­ên­cia, mais do que isso, a efi­cá­cia”, diz o pro­pri­e­tá­rio da Fazen­da Cape­tin­ga, em São João Batis­ta do Gló­ria (MG), que inves­tiu, há um ano, na orde­nha robotizada.

Cas­so­li recor­da que ficou cin­co anos estu­dan­do a tec­no­lo­gia e pla­ne­jan­do sua ins­ta­la­ção. “Hoje, não tenho dúvi­das de que foi o melhor inves­ti­men­to que fiz na pro­du­ção. Temos outra fazen­da ago­ra, seguin­do nos­sa mis­são: pro­du­zir qua­li­da­de com feli­ci­da­de. Era difí­cil lidar com a ter­cei­ra orde­nha antes. Alta rota­ti­vi­da­de de pes­so­as, impos­si­bi­li­da­de de rea­li­zar tur­nos ade­qua­dos pelo tama­nho da pro­pri­e­da­de, pes­so­as insa­tis­fei­tas e minha cons­ci­ên­cia insa­tis­fei­ta tam­bém”, recorda. 

Segun­do ele, a Fazen­da Cape­tin­ga até con­se­guia qua­li­da­de no lei­te, mas não havia feli­ci­da­de. Os robôs, da mar­ca Lely, resol­ve­ram essas ques­tões para o pecu­a­ris­ta e médi­co vete­ri­ná­rio e ain­da trou­xe­ram van­ta­gens adi­ci­o­nais, como bem-estar ani­mal, jor­na­das ade­qua­das de tra­ba­lho, mais tem­po de aten­ção aos ani­mais, mui­to mais infor­ma­ções impor­tan­tes, fil­tra­das dia­ri­a­men­te, e uma equi­pe menor de pes­so­as para trei­nar e gerenciar.

Marcelo Cassoli: “Os robôs trouxeram vantagens adicionais ao que já tínhamos de bom, como mais bem-estar animal, jornadas adequadas de trabalho, mais atenção aos animais, muito mais informações, filtradas diariamente, e uma equipe menor para treinar e gerenciar”

“Como a fazen­da já tinha indi­ca­do­res exce­len­tes de qua­li­da­de de lei­te, mas­ti­tes, repro­du­ção e pro­du­ti­vi­da­de de lei­te, seria covar­dia espe­rar­mos gran­des melho­ras nes­ses indi­ca­do­res após ins­ta­lar a orde­nha robo­ti­za­da. Se não pio­ras­se nada, já esta­ría­mos satis­fei­tos. Mas ain­da assim algu­mas coi­sas melho­ra­ram”, destaca.

Na pro­pri­e­da­de, a média de pro­du­ção de leite/vaca/dia esta­va bem afe­ta­da pelas obras no free stall para a ins­ta­la­ção dos robôs e do túnel de ven­to. “Trans­for­ma­mos um mono­mo­tor em um jato comer­ci­al com ele voan­do, sem ater­ris­sar, ou seja, sem tirar uma vaca sequer do bar­ra­cão. Logo após ini­ci­ar a orde­nha com os robôs, as médi­as foram só subin­do (saí­mos de 24 para 39 kg de leite/vaca/dia). Mas é fato que cli­ma­ti­za­mos o bar­ra­cão tam­bém, ao mes­mo tem­po, então não sabe­mos dizer quan­to des­sa melho­ra se deve só aos robôs”, ava­lia o produtor.

Segundo Marcelo Cassoli, com a cultura microbiológica na fazenda, o funcionário faz parte de todo o processo, o que o empodera e valoriza

Outro pon­to que melho­rou os resul­ta­dos da pro­pri­e­da­de foi a redu­ção do uso de pro­to­co­los de IATF, com a detec­ção de cios pelo sis­te­ma, sem pre­ju­di­car a taxa de pre­nhez. Tam­bém o moni­to­ra­men­to da saú­de pós-par­to ficou mui­to mais sim­ples e efi­ci­en­te, com a medi­ção da taxa de rumi­na­ção, rela­ção gordura/proteína do lei­te, ati­vi­da­de, tem­pe­ra­tu­ra e con­du­ti­vi­da­de do leite.

Na par­te do mane­jo ali­men­tar, segun­do o pro­du­tor, a fazen­da tem de usar o máxi­mo de efi­ci­ên­cia nos pro­ces­sos, a des­pei­to do sis­te­ma de orde­nha ado­ta­do. “Die­ta efi­ci­en­te não tem mui­to o que mexer, inde­pen­den­te­men­te dos cus­tos dos insu­mos. Não temos sub­pro­du­tos bara­tos, todos acom­pa­nham os pre­ços do milho e da soja. E, se tivés­se­mos, pro­va­vel­men­te a fazen­da já esta­ria uti­li­zan­do na die­ta. O que pode pesar no cus­to na orde­nha robo­ti­za­da é a ração pele­ti­za­da que é for­ne­ci­da no robô. Mas temos como tra­ba­lhar sua quan­ti­da­de no robô e, no nos­so caso, a for­mu­la­ção dela é personalizada.”

 

Cul­tu­ra micro­bi­o­ló­gi­ca, na pró­pria fazen­da, para o con­tro­le da mas­ti­te – Mar­ce­lo Cas­so­li, que já pres­tou ser­vi­ço como con­sul­tor, ava­lia que é de res­pon­sa­bi­li­da­de do vete­ri­ná­rio e do pro­du­tor o uso raci­o­nal de anti­bió­ti­cos e outros medi­ca­men­tos. “Somos ato­res impor­tan­tes da saú­de úni­ca e na bios­se­gu­ri­da­de ali­men­tar. Acho esse pon­to mais impor­tan­te do que ape­nas a ques­tão econô­mi­ca, de se fazer o cultivo/identificação de agen­tes micro­bi­o­ló­gi­cos na fazenda.”

Mas cla­ro, segun­do ele, todo inves­ti­men­to tem que pagar a con­ta, e, nes­te caso, se paga fácil. Não só pela redu­ção do uso de anti­bió­ti­cos, mas pela rapi­dez e asser­ti­vi­da­de da ação cor­re­ti­va. “Tam­bém pela pos­si­bi­li­da­de de acom­pa­nhar melhor a estra­té­gia de con­tro­le de agen­tes con­ta­gi­o­sos, fun­da­men­tal para a efi­ci­ên­cia sani­tá­ria e qua­li­da­de do lei­te. O cul­ti­vo e a iden­ti­fi­ca­ção micro­bi­o­ló­gi­ca na fazen­da é um cami­nho sem vol­ta, bem como o uso de outros kits rápi­dos de diag­nós­ti­co para CBT do lei­te e do colos­tro, diag­nós­ti­co de agen­tes de diar­reia, de hemo­gra­ma e outros”, elen­ca o produtor.

Nes­se que­si­to, a Fazen­da Cape­tin­ga foi uma das pri­mei­ras pro­pri­e­da­des minei­ras a ado­ta­rem tec­no­lo­gia desen­vol­vi­da pela star­tup OnFarm, que per­mi­te a iden­ti­fi­ca­ção da cau­sa da mas­ti­te em 24 horas, na pró­pria fazen­da. “Como já cita­do, a fazen­da sem­pre teve indi­ca­do­res mui­to bons de qua­li­da­de do lei­te e da mas­ti­te”, diz, e con­ti­nua: “Assim como com a orde­nha robo­ti­za­da, nos­sa expec­ta­ti­va em rela­ção à nova téc­ni­ca não era de gran­des mudan­ças em núme­ros, mas a de somar com mais agi­li­da­de, redu­ção de cus­tos com tra­ta­men­tos (que já eram escas­sos) e, prin­ci­pal­men­te, obter infor­ma­ções pre­ci­sas para o geren­ci­a­men­to das mas­ti­tes, mantendo‑a em níveis bem bai­xos de inci­dên­cia”, diz ele.

Foi inte­res­san­te, des­ta­ca, ver a moti­va­ção dos fun­ci­o­ná­ri­os, pois mui­tos deles nun­ca tinham “vis­to” uma bac­té­ria. Ante­ri­or­men­te, cole­ta­vam uma amos­tra de lei­te, que ia para o labo­ra­tó­rio dis­tan­te e vol­ta­va com uns nomes esqui­si­tos numa folha de papel. “O legal do Smar­tLab OnFarm é que os fun­ci­o­ná­ri­os pas­sa­ram a fazer par­te de todo o pro­ces­so e ago­ra ‘veem’ as bac­té­ri­as cres­cen­do na pla­ca, as iden­ti­fi­cam e deci­dem o que fazer (ou não fazer) em cada caso. É uma for­ma de empo­de­ra­men­to e valo­ri­za­ção da pes­soa responsável.”

Além dis­so, a pro­pri­e­da­de uti­li­za as fer­ra­men­tas da OnFarm para a saú­de das bezer­ras, uma vez que, con­for­me fri­sa o pro­du­tor, elas são o futu­ro do reba­nho. Ele com­ple­men­ta que tem de ser zero de mor­ta­li­da­de e ter a melhor con­di­ção de cres­ci­men­to e bem-estar, por­que isso se refle­te lá na fren­te, no desem­pe­nho da vaca adul­ta e do rebanho.

Tes­te micro­bi­o­ló­gi­co do colos­tro – “Aqui, uti­li­za­mos o CBTest, para cul­ti­vo e con­ta­gem bac­te­ri­a­na do colos­tro, como for­ma de moni­to­rar e apri­mo­rar a cole­ta do colos­tro, que hoje é fei­ta no pró­prio robô. Não são todas as amos­tras ana­li­sa­das, faze­mos ale­a­to­ri­a­men­te, só para moni­to­ra­men­to mes­mo, de tem­pos em tem­pos. Tam­bém uti­li­za­mos um kit rápi­do para diag­nós­ti­co de Cryp­tos­po­ri­dium e rota­ví­rus nas diar­rei­as”, explica. 

Esse kit tem aju­da­do a Fazen­da Cape­tin­ga a tra­çar o per­fil eti­o­ló­gi­co (a cau­sa) das diar­rei­as e a estra­té­gia de tra­ta­men­to e pre­ven­ção. Por ser fei­to na hora, sem con­ge­la­men­to, per­mi­te ações rápi­das e mais efi­ca­zes. “Tam­bém uti­li­za­mos o apli­ca­ti­vo de celu­lar da OnFarm para regis­tro e con­tro­le das ocor­rên­ci­as no bezer­rei­ro, mui­to prá­ti­co e rápi­do”, con­clui o produtor.

Com o uso dos colares de monitoramento, a família Barboza reduziu 200 protocolos de IATF/mês para cerca de 60, economizando mais de R$ 7 mil por mês. Da esq. para a dir.: Roberto Barboza, sua esposa, Tereza Cristina, e o filho Fernando 

Colar com sen­sor – Outra tec­no­lo­gia, tam­bém conhe­ci­da como pecuá­ria de pre­ci­são e dis­po­ní­vel no mer­ca­do, é a que per­mi­te cap­tar, por sen­sor, os movi­men­tos e o com­por­ta­men­to dos ani­mais, de modo a moni­to­rar sua saú­de, nutri­ção e repro­du­ção. Tra­ta-se de um dis­po­si­ti­vo ele­trô­ni­co fixa­do num colar no pes­co­ço ou num brin­co na ore­lha do ani­mal. Essa tec­no­lo­gia tem pro­por­ci­o­na­do bons resul­ta­dos para o sis­te­ma de pro­du­ção lei­tei­ra em mui­tas fazen­das. Com ela, o pro­du­tor acom­pa­nha, em tem­po real, rumi­na­ção, ati­vi­da­de de cio e ócio de seus ani­mais, con­fi­na­dos ou no pas­to, e rece­be na pal­ma da mão, em seu celu­lar, aler­tas de cio, indí­ci­os pre­co­ces de algum pro­ble­ma de saú­de e avi­sos de alte­ra­ções de die­tas ou manejo.

Na Fazen­da Real, loca­li­za­da no muni­cí­pio de Cabrá­lia Pau­lis­ta (SP), dos pro­du­to­res Rober­to Bar­bo­za, e seu filho Fer­nan­do Maia Bar­bo­za, 405 vacas da raça Holan­de­sa estão uti­li­zan­do a colei­ra de moni­to­ra­men­to desen­vol­vi­da pela star­tup Cow­Med. Na pro­pri­e­da­de, que tra­ba­lha no sis­te­ma de com­post barn, são pro­du­zi­dos 14.110 litros de lei­te por dia, com média de pro­du­ção por ani­mal de 35 kg/leite/dia.

A famí­lia Bar­bo­za dei­xou, há dois anos, sua ati­vi­da­de prin­ci­pal em uma empre­sa de cons­tru­ção civil na capi­tal pau­lis­ta e entrou de cabe­ça no pro­je­to de impul­si­o­nar a ati­vi­da­de lei­tei­ra da pro­pri­e­da­de, tra­ba­lhan­do inte­gral­men­te na Fazen­da Real, com a meta de pro­du­zir cer­ca de 20 mil litros de lei­te por dia nos pró­xi­mos anos.

Para atin­gir esse obje­ti­vo, a famí­lia sen­tiu a neces­si­da­de de inves­tir em fer­ra­men­tas de tec­no­lo­gi­as mais avan­ça­das para cor­ri­gir alguns pro­ble­mas na repro­du­ção do reba­nho, que esta­vam pre­ju­di­can­do o desem­pe­nho da Fazen­da Real. “Inves­ti­mos nos cola­res de moni­to­ra­men­to das vacas depois de um tem­po de estu­do sobre os pro­to­co­los de IATF em vacas, algo que está­va­mos uti­li­zan­do em 100% das vacas e, pra­ti­ca­men­te, esque­cen­do o cio natu­ral. Por isso, fize­mos as con­tas do quan­to a gen­te gas­ta­va com os pro­to­co­los de IATF/mês, e era mui­ta coi­sa, tan­to de pro­to­co­los inves­ti­dos quan­to com as vacas vazi­as que não empre­nha­vam”, diz Fer­nan­do Barboza.

Para se ter ideia, a Fazen­da Real rea­li­za­va por vol­ta de 200 pro­to­co­los de IATF/mês, cus­tan­do, em média, R$ 52/por pro­to­co­lo. “Com a nova fer­ra­men­ta, que já esta­mos uti­li­zan­do há um ano e meio, pas­sa­mos a inves­tir somen­te em cer­ca de 60 pro­to­co­los de IATF por mês. Uma redu­ção nos cus­tos de R$ 7.280/mês”, diz o produtor. 

De acor­do com Bar­bo­za, além do impac­to econô­mi­co, as colei­ras de moni­to­ra­men­to foram pen­sa­das para redu­zir o esfor­ço do inse­mi­na­dor, pois esse tra­ba­lho é mui­to can­sa­ti­vo, sobre­tu­do quan­do rea­li­za­do em 200 ani­mais. “Para nós é fun­da­men­tal dar uma boa con­di­ção de vida aos cola­bo­ra­do­res, caso con­trá­rio não vai parar nin­guém na fazenda.”

Sérgio Nunes (com seu pai): “Com a combinação na geração de energia com os painéis fotovoltaicos e o biodigestor (biogás), zeramos o gasto com energia, que era superior a R$ 20 mil/mês”

Ener­gi­as reno­vá­veis, que redu­zem os cus­tos na fazen­da lei­tei­ra – A ener­gia solar e de bio­di­ges­tor (bio­gás) che­gou ao Gru­po Pon­te Alta, de For­mi­ga, inte­ri­or de Minas Gerais, para redu­zir os cus­tos e oti­mi­zar a pro­du­ção lei­tei­ra com mais sus­ten­ta­bi­li­da­de. Isso ocor­reu depois que o patri­ar­ca da famí­lia, Pau­lo Rodri­gues Nunes, um homem com visão empre­sa­ri­al, divi­diu a pro­pri­e­da­de de 990 hec­ta­res entre seus dez her­dei­ros. Ape­nas três filhos, Mar­cos, Ricar­do e Sér­gio, con­ti­nu­a­ram na bovi­no­cul­tu­ra leiteira.

Hoje, as três pro­pri­e­da­des, jun­tas, somam 254 hec­ta­res. Mudou-se o sis­te­ma de pro­du­ção, antes semi-inten­si­vo, para con­fi­na­men­to em com­post barn, pro­du­zin­do 27 mil litros de lei­te por dia, com 800 vacas em lac­ta­ção. “Aqui, na pro­pri­e­da­de do meu pai, temos a pri­mei­ra usi­na de ener­gia foto­vol­tai­ca do Gru­po Pon­te Alta. Esta­mos com 290 vacas em lac­ta­ção, pro­du­zin­do 10 mil litros de leite/dia, com média de 34 litros/vaca/dia”, expli­ca o médi­co vete­ri­ná­rio e pro­du­tor Sér­gio Nunes. Segun­do Nunes, na Fazen­da Pon­te Alta não havia pro­ble­ma com que­da ou fal­ta de ener­gia, ou algo que pre­ju­di­cas­se o desen­vol­vi­men­to da pro­pri­e­da­de. Mas o que esti­mu­lou os pro­du­to­res a tra­ba­lhar com a ener­gia solar foi a ques­tão do cus­to do kW pago à Cemig, com uma ten­dên­cia de alta nes­te ano e tam­bém nos próximos.

Depois de pas­sar dois anos estu­dan­do esse sis­te­ma e as for­mas de finan­ci­a­men­to, o pecu­a­ris­ta Sér­gio Nunes apro­vei­tou que o cus­to das pla­cas de ener­gia solar foi melho­ran­do, bem como as taxas de finan­ci­a­men­to, impos­to sobre o equi­pa­men­to, para final­men­te inves­tir nos pai­néis foto­vol­tai­cos, com a par­ce­la fixa ao ban­co cus­tan­do R$ 5.500/mês.

“A nos­sa usi­na foi ins­ta­la­da pela empre­sa Reno­vi­gi e pos­sui 330 pla­cas que pro­du­zem, em média, 15 mil/kW/mês, geran­do uma eco­no­mia de R$ 10 mil a R$ 12 mil/mês. Essa deman­da era meta­de do con­su­mo da pro­pri­e­da­de. Na épo­ca, a gen­te optou por colo­car a meta­de do nos­so con­su­mo, pro­je­tan­do ampli­ar essa usi­na depois de alguns anos. Nes­ses 12 meses em que o sis­te­ma está fun­ci­o­nan­do, pes­qui­sa­mos e deci­di­mos que, em vez de ampli­ar­mos a usi­na, ado­ta­mos o sis­te­ma de bio­di­ges­tor, de modo que o res­tan­te da ener­gia seja pro­du­zi­da atra­vés do bio­gás”, rela­ta o médi­co veterinário.

Con­for­me Nunes, a tec­no­lo­gia está com somen­te 50 dias de uso e ago­ra a pro­pri­e­da­de con­se­guiu pra­ti­ca­men­te zerar a con­ta de ener­gia, uma vez que paga­va de R$ 20 mil a R$ 22 mil por mês. Com essas duas tec­no­lo­gi­as (solar e bio­gás), a Fazen­da Pon­te Alta con­se­guiu redu­zir os cus­tos, pagan­do ape­nas a tari­fa míni­ma, que é de R$ 80,57, no mês de julho, fican­do com cré­di­to na Cemig.

“O sis­te­ma ain­da é novo, logo dá para pro­du­zir mais bio­gás. Não esta­mos com a quan­ti­da­de de ani­mal sufi­ci­en­te para fechar o pro­je­to, vis­to que a meta é tra­ba­lhar com 350 ani­mais em lac­ta­ção na fazen­da. Por­tan­to, há espa­ço para pro­du­zir mais bio­gás, con­se­quen­te­men­te mais ener­gia”, con­clui o pro­du­tor de Formiga.

Rolar para cima