Setor quer fim da reconstituição do leite em pó - Digital Balde Branco

Con­trá­rio à nor­ma que esta­be­le­ce a recons­ti­tui­ção do lei­te em pó, Rodri­go Alvim pro­põe a revo­ga­ção ime­di­a­ta da medida

A auto­ri­za­ção por um ano da nor­ma­ti­va que auto­ri­za a recons­ti­tui­ção de lei­te em pó, na região da Supe­rin­ten­dên­cia do Desen­vol­vi­men­to do Nor­des­te (Sude­ne), é uma medi­da que “aten­de ape­nas aos inte­res­ses das indús­tri­as de lati­cí­ni­os e não incen­ti­va o setor pro­du­ti­vo”.  Foi o que afir­mou o pre­si­den­te da Comis­são Naci­o­nal de Pecuá­ria de Lei­te da CNA-Con­fe­de­ra­ção da Agri­cul­tu­ra e Pecuá­ria do Bra­sil, Rodri­go Alvim, duran­te reu­nião com os repre­sen­tan­tes do setor lác­teo, rea­li­za­da no dia 10 de novem­bro.       Segun­do ele, a deci­são pode­rá “levar mui­tos pro­du­to­res a aban­do­na­rem a ati­vi­da­de, pre­ju­di­can­do o abas­te­ci­men­to inter­no via pro­du­ção local”.

A Ins­tru­ção Nor­ma­ti­va 26/2016 per­mi­tiu às indús­tri­as de lati­cí­ni­os, sob Ins­pe­ção Fede­ral, recons­ti­tuir lei­te em pó naci­o­nal e impor­ta­do para pro­du­zir lei­te lon­ga vida (UHT) e pas­teu­ri­za­do. Após vári­as mani­fes­ta­ções con­trá­ri­as do setor, o Mapa publi­cou outra nor­ma auto­ri­zan­do ape­nas a recons­ti­tui­ção da maté­ria-pri­ma pro­du­zi­da no Brasil.

No enten­der de Alvim, outra Ins­tru­ção Nor­ma­ti­va, a de núme­ro 40/2016, que modi­fi­cou o arti­go 1º da nor­ma 26/2016, não resol­ve o pro­ble­ma do setor lei­tei­ro. Duran­te a reu­nião, os repre­sen­tan­tes da Câma­ra Seto­ri­al mani­fes­ta­ram pre­o­cu­pa­ção com a fra­gi­li­da­de do sis­te­ma de fis­ca­li­za­ção do Governo.

O mode­lo de fis­ca­li­za­ção exis­ten­te, dis­se­ram os mem­bros, não per­mi­te iden­ti­fi­car se o lei­te em pó que está sen­do recons­ti­tuí­do é de ori­gem naci­o­nal ou impor­ta­da. “No momen­to em que os pre­ços come­ça­ri­am a melho­rar as mar­gens do pro­du­tor e esti­mu­lar a recu­pe­ra­ção do setor, vem o gover­no e ado­ta medi­da na dire­ção con­trá­ria, afe­tan­do a pro­du­ção naci­o­nal e pro­vo­can­do um cená­rio arti­fi­ci­al de mer­ca­do”, dis­se Alvim.

Dian­te da situ­a­ção e do des­con­ten­ta­men­to do setor pro­du­ti­vo, ficou deci­di­do que a Câma­ra Seto­ri­al vai ela­bo­rar docu­men­to, a ser enca­mi­nha­do ao minis­tro da Agri­cul­tu­ra, Blai­ro Mag­gi, soli­ci­tan­do a revo­ga­ção ime­di­a­ta da Ins­tru­ção Nor­ma­ti­va 26/2016. Outro assun­to que pre­o­cu­pa o setor lác­teo, tam­bém dis­cu­ti­do na Câma­ra Seto­ri­al, é a ine­xis­tên­cia de uma legis­la­ção espe­cí­fi­ca que regu­la­men­te a pro­du­ção e a comer­ci­a­li­za­ção do quei­jo arte­sa­nal brasileiro.

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