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O Sistema de Monitoramento da Qualidade do Leite Brasileiro deve reunir dados do País em base única e software capaz de fornecer relatórios

As discussões sobre qualidade do leite no Brasil ganham nova perspectiva 20 anos após a primeira abordagem do tema visando a uma definição de políticas públicas. A novidade é o lançamento de uma ferramenta que reúne todos os dados registrados pela RBQL-Rede Brasileira de Qualidade do Leite desde 2009 e permite diagnosticar a matéria-prima a partir de uma característica (teor de gordura, por exemplo), de um período ou de uma região.

O SIMQL-Sistema de Monitoramento da Qualidade do Leite Brasileiro foi apresentado às lideranças da cadeia leiteira no dia 3 de maio. Será a primeira vez que dados consolidados de todo o País são reunidos em uma base única, capaz de fornecer relatórios analíticos. Entra em operação com mais de 50 milhões de dados, organizados em um software on-line. Órgãos e instituições públicas e privadas poderão acessar o sistema via computador, tablet ou celular com diferentes níveis de permissão. Definir tais níveis é a pendência existente para que o sistema seja liberado para consulta.

O desenvolvimento foi feito em sete meses por técnicos da Embrapa e das Secretarias de Desenvolvimento Agrário e de Integração, Mobilidade Social, ambas do Mapa-Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, atendendo à demanda do setor produtivo. O chefe-geral da Embrapa Gado de Leite, Paulo do Carmo Martins, cita o protagonismo da empresa de pesquisa também há 20 anos, em 1996, quando seus pesquisadores se uniram à comunidade acadêmica e aos setores produtivo e industrial para discutir a criação do Programa Nacional de Melhoria da Qualidade do Leite, sob a chancela do Mapa.

“O Brasil bateu recorde em importação naquele ano, gastando US$ 600 milhões em leite e derivados. O fato fez acender a luz vermelha. Aumentar a produção de leite passou a ser objetivo perseguido pelos setores público e privado. Enquanto a palavra de ordem era quantidade, a equipe de qualidade do leite iniciava as primeiras ações voltadas para a formulação de políticas públicas focadas em qualidade”, lembra ele. Os esforços resultaram na criação da Portaria 56/1999 e, posteriormente, das instruções normativas 51, de 2002, e 62, de 2011.

Agora, junto com o lançamento do SIMQL, a então ministra da Agricultura, Kátia Abreu, decretou a prorrogação por dois anos dos prazos de vigência dos atuais padrões de CCS (contagem de célula somática) e CBT (contagem bacteriana total) nas análises de leite cru. Assim, o patamar aceitável para estes índices será alterado somente em julho de 2018, nas regiões Centro-Oeste, Sudeste e Sul, e julho de 2019, nas regiões Norte e Nordeste.

Leia a íntegra desta reportagem na edição Balde Branco 620, de junho de 2016

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