SP busca controle biológico para mosca-dos-estábulos - Digital Balde Branco

Estra­té­gi­as de mane­jo e con­tro­le para a infes­ta­ção da mos­ca-dos-está­bu­los estão sen­do bus­ca­das e foram dis­cu­ti­das em reu­nião rea­li­za­da na tar­de de segun­da-fei­ra (3) na Embra­pa Pecuá­ria Sudes­te, em São Car­los (SP). A inten­ção é pro­cu­rar recur­sos para fomen­to de pes­qui­sas que per­mi­tam o con­tro­le bio­ló­gi­co do inse­to, evi­tan­do o uso de pro­du­tos quí­mi­cos e dire­ci­o­nan­do a pro­du­ção para uma linha mais sustentável.

O Esta­do de São Pau­lo deve adap­tar mane­jos já rea­li­za­dos no Mato Gros­so do Sul, que está mais avan­ça­do no con­tro­le des­sa mos­ca. No final de novem­bro, o pes­qui­sa­dor Ales­san­dro Minho, da Embra­pa Pecuá­ria Sudes­te, par­ti­ci­pou do 9º Workshop sobre Mos­ca-dos-Está­bu­los pro­mo­vi­do em Cam­po Gran­de (MS).

Na reu­nião des­ta segun­da esti­ve­ram pre­sen­tes, além de Ales­san­dro, o dire­tor de Desen­vol­vi­men­to Rural da Cati (Coor­de­na­do­ria de Assis­tên­cia Téc­ni­ca Inte­gral) de Gene­ral Sal­ga­do, Sid­ney Ezí­dio Mar­tins; o vete­ri­ná­rio do EDR (Escri­tó­rio de Desen­vol­vi­men­to Rural) de Fer­nan­dó­po­lis, Cláu­dio Cama­cho; os che­fes de trans­fe­rên­cia de tec­no­lo­gia e de admi­nis­tra­ção da Embra­pa Pecuá­ria Sudes­te, André Novo e Mar­co Auré­lio Ber­ga­mas­chi; e a pes­qui­sa­do­ra Ana Caro­li­na Cha­gas, tam­bém do cen­tro de pesquisa.

Os repre­sen­tan­tes da Cati par­ti­ci­pam do gru­po téc­ni­co res­pon­sá­vel pelo con­tro­le da mos­ca-dos-está­bu­los no Esta­do de São Pau­lo. “A ideia é fir­mar um con­vê­nio entre Cati, Embra­pa e usi­nas sucro­al­co­o­lei­ras para ace­le­rar os tra­ba­lhos de con­tro­le em São Pau­lo, como já acon­te­ce no Mato Gros­so do Sul, que está no déci­mo ano”, expli­cou Alessandro.

Em 2017, a Secre­ta­ria de Agri­cul­tu­ra e Abas­te­ci­men­to de São Pau­lo lan­çou o Pro­gra­ma de Con­tro­le e Pre­ven­ção da Mos­ca-dos-está­bu­los, com a publi­ca­ção da Reso­lu­ção SAA nº 38. Esse docu­men­to defi­ne ações liga­das aos estu­dos para detec­tar as cau­sas da pra­ga, à rea­li­za­ção de trei­na­men­tos téc­ni­cos para melho­rar o mane­jo dos resí­du­os orgâ­ni­cos e à auto­ri­za­ção da quei­ma pro­fi­lá­ti­ca da palha da cana-de-açúcar.

CON­TRO­LE

Ales­san­dro Minho dis­se que foi dis­cu­ti­da na reu­nião a cri­a­ção de redes de moni­to­ra­men­to da vari­a­ção popu­la­ci­o­nal da mos­ca-dos-está­bu­los, que deve­rá ser um pou­co dife­ren­te do sis­te­ma que já exis­te no Esta­do vizi­nho. “Tam­bém pre­ci­sa­mos levan­tar se o con­cen­tra­dor de vinha­ça fun­ci­o­na ou não e pre­pa­rar trei­na­men­to nas usi­nas”, afir­mou o pesquisador.

A vinha­ça é o resí­duo que res­ta após a des­ti­la­ção fra­ci­o­na­da do cal­do de cana-de-açú­car fer­men­ta­do e atrai os inse­tos, que aca­bam pican­do e infec­tan­do bovi­nos, equi­nos e até huma­nos. “As mos­cas-dos-está­bu­los são hema­tó­fa­gas [se ali­men­tam de san­gue] e sua pica­da é bem dolo­ri­da, acar­re­tan­do incô­mo­do aos ani­mais e per­da de pro­du­ti­vi­da­de para as cadei­as de car­ne e lei­te”, dis­se Alessandro.

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